Família e amigos se despedem de instrutor de asa-delta morto em acidente no Rio
Despedida de instrutor de asa-delta morto em acidente no Rio

Família e amigos se despedem de instrutor de asa-delta morto em acidente no Rio

A mulher do instrutor de voo livre Rodolfo Pascoal Ladeira, que morreu na queda de uma asa-delta com uma passageira norte-americana no mar de São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, afirmou que presenciou o acidente na manhã de sábado (21). O velório ocorreu neste domingo (22), na capela do Crematório da Penitência, no Caju.

“Eu estava com ele, trabalhando junto com ele, porque eu ajudava. Eu estava com ele no momento, eu vi a situação toda acontecer, foi muito triste”, disse Liliana Almeida, casada com o instrutor havia 24 anos. “Ele amava o que ele fazia. Ele fazia tudo por amor. Quando ele não estava voando de lazer, ele estava voando trabalhando. Ele amava isso de paixão”, lembrou.

Cerimônia emocionante reúne entes queridos

A cerimônia reuniu parentes, colegas e amigos. A filha do instrutor, Giovanna Almeida, falou sobre a presença de pessoas próximas. “Isso aqui está cheio porque ele era muito, muito amado. Ele tinha muito talento. Deixa um legado muito grande para a gente.”

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Experiência e trajetória no voo livre

Rodolfo tinha 16 anos de experiência na atividade. Segundo a Confederação Brasileira de Voo Livre, ele acumulava mais de 350 decolagens em 50 pistas diferentes com parapente e também tinha licença para voo de asa-delta. O presidente do Clube São Conrado de Voo Livre, José Carlos Srour de Mello, destacou a trajetória do instrutor.

“Ele era um recordista de parapente e instrutor. Participou de campeonatos brasileiros e sul-americanos, com excelentes colocações”, lembrou.

Detalhes do acidente e investigação em andamento

Na manhã de sábado, Rodolfo decolou da Rampa da Pedra Bonita. A asa-delta que ele pilotava caiu no mar, próximo à área de pouso. Ele morreu no local. A passageira, Jenny Cólon Rodriguez, turista norte-americana de 37 anos, foi socorrida, mas morreu no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

O corpo da turista foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio. O consulado norte-americano informou que acompanha o caso e presta assistência, mas não deu detalhes sobre os trâmites do traslado para os Estados Unidos. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

Regulamentação e segurança no setor de voo livre

Em seu site oficial, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que não tem como garantir a segurança de pessoas envolvidas em esportes radicais. A agência também afirma que a exploração comercial de atividades aéreas sem autorização é proibida por lei.

Segundo o órgão, é permitida apenas a instrução remunerada, que ocorre dentro da comunidade praticante e não é regulamentada pela Anac. De acordo com especialistas do setor, é por esse motivo que empresas costumam vender pacotes de voos como aula ou instrução, e não como passeio turístico.

Posicionamento do clube e perícia do equipamento

Em nota, o Clube São Conrado de Voo Livre informou que o equipamento e a aeronave estavam com as vistorias em dia e que o piloto tinha capacitação técnica obrigatória. O clube acrescentou que a asa-delta foi recuperada e encaminhada para perícia, o que pode ajudar a esclarecer as circunstâncias do trágico evento.

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