Condenação superior a 30 anos por assassinato brutal de aposentado em Santarém
Condenação a 31 anos por assassinato brutal em Santarém

A Justiça de Santarém, no oeste do Pará, proferiu sentença condenatória contra Washington Galucio Santos, conhecido como “Pacu”, e Hisla Rabelo do Nascimento, chamada de “Larissa”, por envolvimento no assassinato brutal do aposentado Sebastião da Silva Braga, de 67 anos, popularmente chamado de “Sabbá”. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (22) pelo juiz Alexandre Rizzi, titular da 1ª Vara Criminal de Santarém. Washington recebeu pena de 31 anos e 6 meses de reclusão, enquanto Hisla foi sentenciada a 31 anos e 4 meses de prisão. Ambos deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

Detalhes do crime e motivação

De acordo com as investigações, o crime ocorreu na madrugada do dia 9 de fevereiro de 2026. A motivação principal foi o roubo de R$ 1.612, valor que a vítima havia sacado dias antes do pagamento de sua aposentadoria. O Ministério Público apontou que Sebastião foi atraído para uma área de mata pertencente à União, onde foi morto. O laudo de necropsia revelou que a vítima ainda estava viva quando os criminosos atearam fogo em seu corpo. Além da carbonização, o cadáver foi encontrado enterrado e com os pés cortados, numa tentativa de dificultar a identificação e eliminar vestígios.

Penas aplicadas

Na sentença, o magistrado destacou a “frieza”, a “elevada culpabilidade” e a violência empregada pelos acusados. Para o crime de latrocínio, cada um recebeu a pena máxima de 30 anos de reclusão e 300 dias-multa. As penas finais ultrapassaram esse período devido à condenação adicional por ocultação de cadáver. O juiz considerou que a gravidade do caso justificava a aplicação das sanções máximas previstas em lei.

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Papel das câmeras de segurança

As imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a condenação do casal. Os registros mostraram Washington e Hisla nas proximidades da casa da vítima por volta de 3h38 da madrugada, poucas horas após o assassinato. As gravações também flagraram o momento em que os dois tentaram entrar na residência utilizando as chaves de Sebastião, que haviam sido levadas após o crime. A tentativa de invasão foi frustrada pelos cães de guarda do local. Para o juiz, as imagens reforçaram a intenção patrimonial do crime, configurando o latrocínio.

Absolvição de três acusados

Na mesma decisão, a Justiça absolveu Wellington Rocha Santos, Francisco Assis de Jesus e Alex de Sousa Pereira. A sentença apontou que não houve provas suficientes para comprovar a participação direta deles no latrocínio e na ocultação de cadáver. O juiz considerou que as acusações contra os três estavam baseadas apenas em confissões informais feitas pelos principais réus durante a abordagem policial, sem confirmação em juízo. Nenhuma testemunha confirmou a participação direta dos acusados. Embora Wellington tenha sido encontrado usando um boné e um tênis da vítima, o magistrado entendeu que esse fato isolado não era suficiente para sustentar uma condenação. Aplicou-se o princípio do “in dubio pro reo”, que beneficia o réu em caso de dúvida. O próprio Ministério Público pediu a absolvição dos três durante as alegações finais.

Devolução de pertences à família

A sentença autorizou a devolução dos bens recuperados aos familiares de Sebastião. Entre os objetos apreendidos estavam o relógio da vítima, encontrado com Hisla, além de um boné e um tênis reconhecidos pela família e localizados com Wellington Rocha Santos.

Relembre o caso

O caso teve grande repercussão em Santarém pela violência extrema empregada contra o aposentado conhecido como “Sabbá”. O corpo da vítima foi encontrado enterrado em uma área de mata dias após o desaparecimento. Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que Sebastião havia sacado dinheiro da aposentadoria pouco antes do crime. As apurações avançaram após a análise de imagens de segurança e depoimentos de testemunhas, que ajudaram a localizar os suspeitos e reconstruir os últimos passos da vítima.

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