Homem é condenado a 21 anos por matar vítima com taco de sinuca em MG
Condenado a 21 anos por morte com taco de sinuca em MG

Estefano Torres Figueiredo, acusado de matar um homem com um taco de sinuca dentro de um bar em Caxambu (MG), foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. O tribunal do júri foi realizado na quinta-feira (23).

O crime

O crime aconteceu em 15 de março de 2024, dentro de um bar no bairro Federal. A vítima, Osmar Júnior, tinha 31 anos e morreu um mês após a agressão. Segundo a Polícia Militar, os homens estavam jogando bilhar no estabelecimento quando teriam discutido. Figueiredo, que na época tinha 24 anos, golpeou a vítima com o taco de sinuca no olho. Testemunhas relataram à polícia o desentendimento e disseram que impediram que o agressor deixasse o local.

Socorro e morte

Osmar foi socorrido e levado, inicialmente, ao hospital de Caxambu, mas, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para Varginha, onde morreu em 14 de abril. Na época do crime, a advogada da família afirmou que vítima e acusado não tinham amizade ou contato anterior e que a agressão teria acontecido porque Osmar se recusou a jogar mais uma partida de sinuca.

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Julgamento e sentença

A decisão no julgamento considerou duas qualificadoras: recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo fútil. O réu não teve concedido o direito de recorrer em liberdade e permanece preso no presídio de São Lourenço. Os pais de Osmar acompanharam a leitura da sentença. Para a mãe, Glória Fernanda Scharth Fogaça, foi menor do que o esperado porque havia laudos e provas que comprovavam a violência do crime.

“Eu sei que nenhuma sentença traria meu filho de volta, nenhuma sentença seria substituída, mas eu sinceramente esperava mais tempo [de condenação]. Foi um caso altamente agressivo, ele não teve a mínima chance de defesa”, afirmou.

Glória disse ainda que a condenação não ameniza a dor da perda de seu filho. "Nós estávamos esperando chegar o dia do julgamento, lógico, para ter um desfecho. Mas, ao mesmo tempo, nunca nunca vai terminar. O pessoal fala 'terminou ontem com o julgamento'. Não, não terminou. Enquanto a gente for vivo, enquanto a gente estiver aqui na Terra, vai ser o nosso filho, vai ser o caso que aconteceu com ele, a gravidade que foi. Infelizmente, isso não tem como terminar."

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