Coleta de DNA em presídio de MS fortalece banco genético criminal
Coleta de DNA em presídio de MS fortalece banco genético

Uma operação conjunta entre a Polícia Científica e a Polícia Penal resultou na coleta de aproximadamente 300 amostras de material biológico de internos da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, localizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A ação faz parte de uma iniciativa que envolve estados das regiões Sul e Centro-Oeste do país, com o objetivo de ampliar o banco nacional de perfis genéticos.

Coleta simples e não invasiva

As coletas são realizadas de forma simples e não invasiva, seguindo protocolos técnicos. O material biológico coletado passa por análise laboratorial e validação técnica antes de ser inserido no banco de dados. Essas informações podem ser utilizadas para auxiliar investigações criminais, permitindo a comparação do DNA de pessoas cadastradas com vestígios encontrados em cenas de crime ou em vítimas.

Impacto nas investigações

Na prática, o banco genético possibilita ligar diferentes casos, indicar possíveis autores de delitos e reforçar provas em processos judiciais. Dentro do presídio, a Polícia Penal organizou a seleção e o deslocamento dos internos que se enquadram nos critérios previstos em lei. Já a Polícia Científica ficou responsável pela coleta e por todo o trabalho técnico, incluindo exames e armazenamento dos dados.

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Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com pouco mais de 5 mil perfis genéticos cadastrados na área criminal. A maior parte é de pessoas já condenadas, mas também há registros de vestígios coletados em cenas de crime e outros casos específicos.

Resultados expressivos

Esse tipo de banco tem impacto direto nas investigações. Dados recentes mostram que dezenas de casos já foram auxiliados por esse cruzamento de informações, com coincidências encontradas tanto entre vestígios quanto entre materiais ligados a pessoas cadastradas. Até novembro de 2025, Mato Grosso do Sul registrava 88 investigações auxiliadas pela rede, 46 coincidências entre vestígios e 13 coincidências entre vestígio e indivíduo cadastrado criminalmente.

Em nível nacional, o banco reúne centenas de milhares de perfis genéticos e já ajudou milhares de investigações, mostrando como essa tecnologia tem sido cada vez mais utilizada para esclarecer crimes.

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