O ortodontista Claudio Figueiredo, de 59 anos, estava na Ilha das Palmas com a família quando testemunhou canoas havaianas serem atingidas e arrastadas por uma forte correnteza em Guarujá, no litoral de São Paulo. Em entrevista ao g1, ele descreveu momentos de tensão após a mudança repentina no tempo que provocou o afundamento das embarcações na região. Claudio auxiliou no resgate das vítimas. O incidente ocorreu no sábado, 2 de novembro.
Alerta da Marinha e mudança no tempo
A Marinha do Brasil já havia emitido um alerta sobre a chegada de uma frente fria e a previsão de ventos fortes no litoral paulista. As canoas foram atingidas e arrastadas pela correnteza. O grupo de canoístas precisou ser resgatado por pessoas que estavam no local e por bombeiros na região da Ilha das Palmas e da Praia do Sangava. Segundo Claudio, que é morador de Santos, a situação se agravou rapidamente. “O tempo virou em poucos minutos e vimos as canoas afundando”, contou.
Detalhes do resgate
Durante o incidente, uma moto aquática conseguiu retirar duas meninas da água e levá-las até a ilha. Pessoas que estavam no local passaram a orientar os ocupantes das canoas. “Nós, da ilha, fomos orientando para que remassem na direção da ponte, pois era mais raso”, explicou Claudio. O resgate foi realizado de forma improvisada por frequentadores da ilha e duas bombeiras que estavam no local. “Embaixo da ponte, eu, alguns sócios da ilha e duas bombeiras fizemos o resgate, que foi muito estressante. A canoa já estava meio metro submersa, tinha umas quatro crianças”, relatou.
O ortodontista ajudou diretamente uma das vítimas. “Eu peguei uma criança de 3 anos e consegui levar para as pedras. Me machuquei nas pedras, mas nada sério”, disse. Apesar da situação adversa, ele destacou que o responsável pelas canoas atuou com cautela. “O responsável pelas canoas estava coordenando a saída deles com calma, estavam com colete”, afirmou.
Atuação do GBMar
Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), duas embarcações foram utilizadas na operação de resgate, que contou com a atuação conjunta do Subgrupamento Náutico de Guarujá e dos guarda-vidas de Santos. Ao todo, nove pessoas receberam apoio direto dos guarda-vidas, enquanto outras conseguiram deixar o local por meios próprios. Nas embarcações, havia dois homens, cinco mulheres e duas crianças de 4 e 5 anos. O GBMar informou que, após o resgate, todas as vítimas foram levadas para um local seguro, em Guarujá. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre as causas do acidente.



