Moradores flagraram avião antes de queda em prédio em BH
Avião cai em prédio em BH: moradores registraram voo baixo

Testemunhas registram avião antes da queda em prédio residencial em Belo Horizonte

Moradores da região do acidente aéreo ocorrido na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, em Belo Horizonte, registraram o momento em que o avião monomotor sobrevoou o local antes de colidir contra um prédio residencial. A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16.

De acordo com informações iniciais do Corpo de Bombeiros, cinco pessoas estavam a bordo. O piloto e um passageiro morreram, enquanto outras três ficaram feridas e foram encaminhadas ao Hospital João XXIII.

Relatos de vizinhos

Fabiana Parreiras, que mora nas proximidades, gravou a aeronave passando pouco antes da queda. Ela contou que estava em seu quarto, ao telefone com um cliente, quando ouviu um barulho intenso e incomum de avião. Imediatamente, desligou a ligação e foi até a janela, conseguindo filmar o avião passando muito próximo ao seu prédio.

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"Eu estava no quarto com a janela aberta. Percebi que o barulho era de um avião voando muito baixo. Flagrei o momento em que ele passou e desviou do meu prédio. Logo imaginei que algo grave aconteceria. Infelizmente, aconteceu", lamentou Fabiana.

Guilherme Lima, analista de sistemas, estava em reunião de trabalho e não ouviu o barulho por causa dos fones de ouvido, mas notou que seu cachorro ficou agitado. "Só percebi porque o cachorro ficou inquieto e resolvi ligar a televisão. Foi quando vi a notícia do acidente. O barulho de aviões é frequente aqui por causa do Aeroporto da Pampulha. Isso nos deixa inseguros. Minha esposa está em pânico", relatou.

Detalhes da aeronave

O avião caiu no estacionamento do prédio. O piloto havia reportado à torre de controle dificuldades na decolagem. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, de propriedade de Flavio Loureiro Salgueiro. Com capacidade para até cinco passageiros além do piloto, peso máximo de decolagem de 1.633 quilos, o modelo é conhecido como "sertanejo". A Anac informou que a aeronave não tinha autorização para táxi aéreo, ou seja, não podia ser usada para transporte comercial de passageiros ou cargas mediante pagamento.

Investigações

A Força Aérea Brasileira (FAB) acionou investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Equipes do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) serão responsáveis pela apuração das causas do acidente. A Polícia Civil de Minas Gerais também investiga o caso.

Vídeos do Globocop mostram o momento da queda e a reação da equipe. A tragédia chocou os moradores da região, que convivem com o constante tráfego aéreo do Aeroporto da Pampulha.

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