Audiência sobre morte de ciclista atropelada por charrete em praia de SP será retomada em março
Audiência sobre morte de ciclista por charrete em SP retoma em março

Audiência sobre morte de ciclista atropelada por charrete em praia de SP será retomada em março

A audiência de instrução do processo que investiga a morte da ciclista Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, será retomada no próximo dia 27 de março, no Fórum de Peruíbe, no litoral sul de São Paulo. O charreteiro Rudney Gomes Rodrigues, de 31 anos, é acusado de atropelar e matar a vítima durante um passeio na praia, e a Justiça mantém sua prisão preventiva.

Detalhes do acidente e andamento processual

O trágico acidente ocorreu no dia 23 de fevereiro de 2025, enquanto Thalita pedalava na faixa de areia da Avenida Santa Cruz, em Itanhaém, acompanhada pela amiga Gabriela Ferreira Neves de Andrade, de 26 anos. A ciclista foi atingida por uma charrete conduzida por Rudney, sofrendo um grave traumatismo cranioencefálico.

Após ser socorrida e levada ao Hospital Irmã Dulce, Thalita permaneceu internada por dois dias, mas não resistiu aos ferimentos e veio a falecer. O delegado Arilson Veras Brandão, titular da Delegacia de Investigações Gerais de Itanhaém, alterou a tipificação do crime no inquérito de homicídio tentado para homicídio consumado após o óbito.

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A audiência inicial, que começou na sexta-feira, 20 de março, foi interrompida por ultrapassar o horário de expediente do Judiciário e remarcada para o final do mês. Na próxima sessão, estão previstos o interrogatório do réu e oitiva de testemunhas. O julgamento do caso está oficialmente marcado para 13 de abril de 2026.

Corrida de charretes e múltiplos acusados

Segundo as investigações do Ministério Público, o atropelamento não foi um incidente isolado, mas ocorreu durante uma competição de charretes realizada na faixa de areia da praia. Por essa razão, além de Rudney, outras quatro pessoas foram denunciadas por participação no caso.

Fabiano Helarico Ribeiro e Karina Santos Ribeiro também estão presos preventivamente, aguardando julgamento. O Ministério Público sustenta que a disputa era promovida de forma conjunta, caracterizando concurso de pessoas, onde todos que contribuíram para a prática do crime podem responder pelo resultado, mesmo sem executar diretamente o atropelamento.

Dois outros denunciados, Salvador Marcelo Gozza e Éder Manoel Bimbati da Silva, encontram-se foragidos. O juiz responsável pelo caso manteve a prisão preventiva de todos os réus e negou pedidos de liberdade provisória, entendendo que persistem os requisitos legais para a custódia cautelar.

Versões conflitantes e depoimentos

Um vídeo gravado pela própria Thalita momentos antes do acidente mostra as duas amigas pedalando na praia, com Gabriela alertando sobre a passagem de veículos no local. Pouco depois da gravação, ocorreu o atropelamento.

O condutor da charrete, Rudney, afirmou aos policiais que não percebeu a aproximação da ciclista e que a atingiu quando ela passou à frente do veículo, alegando que a faixa de areia estava deserta. Sua defesa, representada pelo advogado Luciano Fernandes Ribeiro, nega qualquer participação em corrida, afirmando que Rudney estava apenas passeando com uma égua recém-adquirida.

Contudo, a amiga da vítima, Gabriela, contestou essa versão em entrevista, afirmando que a charrete estava em alta velocidade no momento do atropelamento e que Rudney participava de uma corrida com outro charreteiro. "Ele não estava passeando com o cavalo, eles estavam correndo. Eu lembro exatamente que eles estavam correndo", declarou Gabriela, acrescentando que o estado da bicicleta danificada comprovaria a velocidade do impacto.

A esposa de Rudney prestou depoimento em 31 de março de 2025, afirmando que o atropelamento foi acidental. A defesa também destacou que o acusado prestou socorro à vítima e compareceu espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos.

Rudney foi preso em Praia Grande no dia 29 de março de 2025 e encaminhado à Cadeia Pública de Peruíbe, onde permanece detido preventivamente enquanto aguarda o desfecho do processo judicial que busca justiça para a tragédia ocorrida na praia de Itanhaém.

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