A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias do atropelamento que resultou na morte de Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, filha de um diplomata brasileiro. O acidente ocorreu no último sábado, em Ipanema, na zona sul da capital fluminense, e também deixou outras duas pessoas feridas.
Investigação em andamento
De acordo com a Polícia Civil, o veículo envolvido passará por exames periciais para verificar possíveis falhas mecânicas, já que o motorista alegou esse motivo em depoimento. O local do acidente também foi periciado. As investigações estão a cargo da 14ª DP, no Leblon.
Imagens de câmeras de segurança mostram o veículo seguindo em linha reta e, em seguida, perdendo o controle e atingindo pedestres que estavam na calçada. O motorista foi ouvido e liberado posteriormente. Não foi constatado consumo de álcool ou outras substâncias.
Vítima e familiares
Mariana chegou a ser socorrida, mas morreu no domingo (17). Sua mãe, Ana Patrícia Abdul Hak, cônsul do Brasil na Argentina, sofreu fraturas pelo corpo, mas já recebeu alta médica. O estado de saúde de um homem que também foi atingido não foi divulgado.
O pai da jovem, Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial da Presidência da República, lamentou a perda. “Ela estava em um momento áureo da vida, que foi interrompido violentamente com um atropelamento em Ipanema, no mesmo dia em que ela chegou ao Rio”, disse à Record TV.
Mariana era formada em Administração de Empresas e havia passado os últimos dez anos no exterior, acompanhando os pais em missões diplomáticas. Ela concluiu a graduação em uma faculdade na Itália e planejava retomar a vida no Brasil.
Reflexão sobre a tragédia
Ibrahim Abdul Hak Neto fez um apelo contra a banalização da violência. “As histórias de vidas abreviadas assim violentamente não podem se tornar corriqueiras na nossa vida. Nenhuma morte pode ser banalizada. É muito difícil”, afirmou.



