Advogado com histórico de homicídios é preso por atropelar e matar idosa em Várzea Grande
Advogado preso por atropelar idosa em MT tem passado de homicídios

Advogado com passado criminal é preso por atropelamento fatal de idosa em Mato Grosso

Um advogado de 68 anos, com um histórico marcado por condenações por homicídio, foi preso nesta terça-feira (20) suspeito de atropelar e matar uma pedestre idosa em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, Mato Grosso. O caso, que chocou a comunidade local, envolve Paulo Roberto Gomes dos Santos, acusado de causar a morte de Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, de 71 anos, e fugir do local sem prestar socorro.

Detalhes do atropelamento e fuga do advogado

Segundo informações da Polícia Civil, o atropelamento ocorreu quando a vítima tentava atravessar a Avenida da FEB a pé. Imagens de câmeras de segurança da via registraram o momento em que Ilmes, que estava a menos de 50 centímetros do canteiro central e praticamente concluindo a travessia, foi atingida por uma caminhonete conduzida por Paulo Roberto.

Com o impacto, o corpo da idosa foi arremessado para o outro lado da avenida e acabou sendo atropelado novamente por um segundo veículo. Enquanto o condutor deste segundo carro permaneceu no local, prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado, o advogado fugiu imediatamente após o acidente.

Ele foi encontrado e preso pela polícia próximo a um shopping no município de Várzea Grande. A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) informou que Paulo Roberto deve responder por homicídio doloso por dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte, além do crime de fuga do local do acidente.

Histórico criminal do advogado inclui condenações por homicídios

O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos já possui um passado criminal grave, com duas condenações por homicídio em processos distintos:

  • Ele foi sentenciado, em 2006, a 13 anos de prisão pela morte a tiros do delegado da Polícia Civil Eduardo da Rocha Coelho, ocorrida no fim da década de 1990 no Rio de Janeiro. Após o crime, fugiu do estado e passou a viver em Mato Grosso usando o nome falso Francisco de Ângelis Vaccani Lima.
  • Em outro caso, Paulo foi condenado a 19 anos de prisão pelo assassinato da estudante de enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, ocorrido em 2004 em Juscimeira, a 164 km de Cuiabá. As investigações apontaram que a jovem foi asfixiada em uma banheira de motel, teve o corpo decapitado e jogado em rios da região. A condenação incluiu homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsificação de documentos.

Apesar desse histórico, no Cadastro Nacional de Advogados, a situação de Paulo Roberto consta como regular. Em 2010, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) abriu um incidente de idoneidade contra ele, mas não há informações sobre o desfecho desse processo.

Reação da defesa e impacto na comunidade

O advogado de defesa de Paulo Roberto lamentou a morte da idosa e afirmou que seu cliente "está extremamente desolado com o fatídico acontecimento". No entanto, as autoridades destacam a gravidade do caso, especialmente considerando o histórico criminal do acusado.

O atropelamento de Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, uma idosa de 71 anos, tem gerado comoção em Várzea Grande, levantando questões sobre segurança no trânsito e a atuação de profissionais com passados violentos. A polícia continua investigando os detalhes do acidente, enquanto a justiça deve processar o advogado pelos novos crimes imputados.