Um carro ficou completamente destruído após um acidente fatal ocorrido na rodovia Mogi-Bertioga, no estado de São Paulo. O incidente, que resultou em uma morte, foi registrado e destacou os riscos constantes nas vias da região. Enquanto isso, dados recentes revelam uma tendência preocupante, porém com um leve alívio: o número de mortes no trânsito no Alto Tietê apresentou uma redução de 3,7% em 2025, em comparação com o ano anterior.
Estatísticas de mortes no trânsito do Alto Tietê
De acordo com o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), em 2025, foram registradas 182 mortes em acidentes de trânsito na região do Alto Tietê. Esse número representa uma queda em relação aos 189 óbitos contabilizados em 2024, indicando um pequeno progresso na segurança viária, mas ainda mantendo um cenário alarmante que exige atenção contínua das autoridades e da população.
Perfil das vítimas: predominância masculina
Os dados do Infosiga detalham o perfil das vítimas, revelando uma disparidade significativa de gênero. Do total de 182 mortes, a grande maioria era de homens, com 162 vítimas do sexo masculino, o que corresponde a impressionantes 89% dos casos. As mulheres representaram 32 das mortes, destacando a necessidade de campanhas de conscientização direcionadas a todos os grupos.
Horários e meios de locomoção mais perigosos
O levantamento também analisa os períodos do dia em que os acidentes ocorreram, mostrando que a noite e a madrugada são os momentos mais críticos:
- Noite e madrugada: 89 mortes (48,9%)
- Tarde: 52 mortes (28,5%)
- Manhã: 35 mortes (19,2%)
- Horário não informado: 6 mortes (3,3%)
Entre os meios de locomoção, as motocicletas se destacam negativamente, sendo responsáveis pela maioria das vítimas. A distribuição por tipo de veículo é a seguinte:
- Motocicletas: 82 mortes (45,05%)
- Carros: 36 mortes (19,78%)
- Bicicleta: 15 mortes (8,24%)
- Caminhão: 3 mortes (1,65%)
- Não informado: 3 mortes (1,65%)
Papel das vítimas e locais dos acidentes
Quanto ao papel das vítimas nos acidentes, os dados indicam que 114 pessoas (62,6%) estavam conduzindo os veículos no momento do óbito, enquanto 42 (23,08%) eram pedestres e 16 (8,7%) eram passageiras. Sobre os locais onde ocorreram os acidentes, as vias municipais lideram com 98 mortes (53,8%), seguidas por vias estaduais com 67 (36,81%), vias federais com 9 (4,95%), e 8 (4,4%) não informados.
Tipos de acidentes e municípios mais afetados
Os tipos de acidentes mais comuns foram colisões, com 69 registros (37,9%), seguidos por atropelamentos com 45 (24,7%), choques com 35 (19,23%), e outros tipos com 33 (18,13%). Entre as dez cidades do Alto Tietê, Mogi das Cruzes registrou o maior número de mortes no trânsito em ambos os anos, com 58 óbitos em 2024 e 55 em 2025, mantendo-se como um ponto crítico que requer intervenções específicas para melhorar a segurança viária.
Esses números reforçam a importância de políticas públicas eficazes e da educação no trânsito para reduzir ainda mais as estatísticas de mortalidade. O acidente na Mogi-Bertioga serve como um triste lembrete dos riscos diários enfrentados por motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, destacando a urgência em promover uma cultura de direção mais segura e responsável em toda a região.