Um grave acidente envolvendo um motorista sob influência de álcool resultou em uma morte e duas pessoas feridas, uma delas com amputação de perna, na madrugada desta segunda-feira (19) na Zona Leste de São Paulo. O fato ocorreu por volta das 0h50 na Avenida Imperador, no bairro Vila Jacuí, quando um veículo desgovernado atingiu um grupo de pessoas que dançava na rua em frente a um bar.
Detalhes do acidente e prisão em flagrante
O condutor, identificado como Jean Henrique Pimentel Alves, de 24 anos, foi preso em flagrante no local. Segundo relatos, ele dirigia seu carro quando, de acordo com sua versão inicial, uma motocicleta teria cruzado sua trajetória, fazendo-o perder o controle. No entanto, testemunhas e o próprio motociclista, que também foi atingido mas não se feriu, contestaram essa narrativa, afirmando que o carro de Pimentel colidiu contra veículos parados antes de atingir as pessoas na via.
Ao chegar ao local, a polícia encontrou uma grande aglomeração de pessoas revoltadas, que cercaram o motorista para impedir sua fuga. Jean Pimentel alegou ter sofrido uma tentativa de linchamento. Submetido ao teste do bafômetro, o resultado apontou ingestão de álcool acima do permitido por lei. Inicialmente, ele negou ter bebido, mas depois admitiu em interrogatório que havia consumido gin.
Vítimas e consequências graves
As três vítimas do atropelamento foram socorridas para o Hospital Ermelino Matarazzo. A mais grave, Cosme Conceição Borges, de 42 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Outra vítima, Reinaldo Santos Da Silva, de 33 anos, sofreu ferimentos gravíssimos e teve uma das pernas amputada. A terceira vítima, uma mulher ainda não identificada por falta de documentos, foi internada no Hospital Santa Marcelina em estado grave. Pessoas presentes no bar não souberam informar sua identidade.
Versões conflitantes e enquadramento legal
Em seu depoimento na delegacia, Jean Pimentel apresentou uma versão confusa. Ele afirmou que não estava em um bar antes do acidente e que estava acompanhado de uma mulher. Mudou sua narrativa sobre a causa da perda de controle, alegando que um veículo não identificado fechou sua passagem em um trecho de declive, forçando uma colisão contra um carro estacionado. Ele disse não se lembrar das características desse suposto veículo, atribuindo o esquecimento ao nervosismo e às agressões sofridas.
O caso foi registrado no 63° Distrito Policial da Vila Jacuí como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com o agravante de dirigir sob influência de álcool, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). O acidente reforça as estatísticas preocupantes de mortes no trânsito na capital paulista, que em 2025 atingiram o segundo maior patamar da série histórica.