Primeira morte por chikungunya em Jardim eleva para sete óbitos em Mato Grosso do Sul
A prefeitura de Jardim confirmou, nesta segunda-feira (30), a primeira morte por chikungunya no município, elevando para sete o total de óbitos pela doença em Mato Grosso do Sul. A vítima é uma mulher de 83 anos, portadora de hipertensão, obesidade e cardiopatia, que faleceu na quarta-feira (25) após complicações da infecção.
Detalhes do caso fatal em Jardim
Antes da internação, a idosa procurou atendimento no Hospital Marechal Rondon no dia 17, apresentando sintomas como mal-estar, dor de cabeça, dor no corpo e falta de apetite. No dia seguinte, realizou exames laboratoriais e foi internada em 20 de março. Transferida para o Hospital de Coxim no dia 23, ela não resistiu e veio a óbito dois dias depois.
Outras seis mortes registradas no estado
Além do caso em Jardim, outras seis mortes por chikungunya foram confirmadas em Mato Grosso do Sul:
- Mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, em 26/02)
- Homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, em 09/03)
- Bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, em 10/03)
- Homem de 72 anos (Bonito, em 19/03)
- Mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, em 12/03)
- Bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, em 24/03)
Mato Grosso do Sul lidera incidência nacional
Dados do Ministério da Saúde revelam que Mato Grosso do Sul possui a maior incidência de chikungunya no país, com 3.588 casos prováveis e sete mortes confirmadas, resultando em uma incidência de 122,7. No Brasil, são 21.692 casos prováveis e 15 óbitos, com incidência de 10,2.
Dos 79 municípios do estado, 12 estão em situação de epidemia:
- Fátima do Sul
- Jardim
- Sete Quedas
- Vicentina
- Selvíria
- Corumbá
- Antônio João
- Guia Lopes da Laguna
- Bonito
- Água Clara
- Douradina
Nos três primeiros meses do ano, o estado registra o segundo maior número de casos desde 2015, quando começou o monitoramento sistemático.
Ações de combate e alerta à população
Segundo a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, as equipes atuam em várias frentes para conter o avanço da doença. "No manejo clínico, preparando as equipes para fazer o diagnóstico diferencial entre dengue e chikungunya, e também estarem preparadas para conduzir os casos, a partir do momento que o paciente entre na unidade básica de saúde ou hospital. Estamos também com todas as equipes mobilizadas para o controle vetorial", afirmou.
Ela reforçou a importância do controle de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya. "A população pode muito nos ajudar nesse controle desses reservatórios. E as equipes de saúde estão em alerta exatamente no diagnóstico diferencial dos casos, o que é dengue e o que é Chikungunya."
A doença, caracterizada por febre alta e fortes dores articulares, requer atenção especial em grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades. As autoridades sanitárias enfatizam a necessidade de eliminação de água parada e busca por atendimento médico aos primeiros sintomas.



