Fiocruz alerta: Srag atinge nível de alerta na maioria dos estados brasileiros
Fiocruz: Srag em alerta na maioria dos estados

A maior parte dos estados brasileiros apresenta incidência de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em nível de alerta, risco ou alto risco, conforme boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quarta-feira (29). As exceções são Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Causas e sazonalidade

Os casos são impulsionados por infecções por influenza A e VSR (vírus sincicial respiratório), vírus que circulam mais no outono e inverno. A sazonalidade está ligada ao clima seco e a mudanças comportamentais típicas de temperaturas baixas, como maior permanência em ambientes fechados e pouco ventilados, favorecendo a transmissão.

Capitais em alerta

Das 27 capitais, 13 estão em alerta com sinal de crescimento dos casos graves de gripe, incluindo Belém, Brasília, Manaus, Recife e Teresina.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Vacinação como proteção

A Fiocruz ressalta que a vacinação é a melhor forma de proteção contra formas graves da doença. O documento também alerta para o aumento de internações por VSR, que afeta principalmente crianças até 2 anos, em estados de todas as regiões. O VSR é o principal causador da bronquiolite.

A vacina contra o VSR pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, protegendo os bebês nos primeiros meses de vida. Já o imunizante contra a influenza é oferecido para grupos prioritários durante a campanha nacional de vacinação, que segue até 30 de maio. Na região Norte, a imunização contra a gripe ocorre no segundo semestre devido à sazonalidade.

Mortalidade e internações

O padrão de mortalidade e internações concentra-se nos extremos das faixas etárias. Crianças pequenas são as mais afetadas pelas internações, associadas principalmente ao VSR e rinovírus. Os óbitos pesam mais entre os idosos, liderados por influenza A e coronavírus.

Nas últimas quatro semanas, a influenza A respondeu por 46,9% das mortes por gripe grave entre os casos positivos, segundo a Fiocruz. A Covid apareceu em segundo lugar, com 16,9%, seguida por rinovírus (20,5%), VSR (8,3%) e influenza B (4,3%). Entre as internações, o VSR liderou com 36,2% dos casos positivos, seguido pela influenza A (31,6%) e rinovírus (26%).

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar