A baixa cobertura vacinal contra a gripe no Rio de Janeiro preocupa autoridades e especialistas em meio ao aumento expressivo de casos. Dados da Secretaria Municipal de Saúde revelam que apenas 20% das crianças de 6 meses a 6 anos foram imunizadas, enquanto gestantes atingiram 29% e idosos, 35%. A meta do Ministério da Saúde é de 90%.
Avanço rápido da doença
Em escolas, o contágio tem sido veloz. A jornalista Ana Cristina Fernandes relatou que, em poucos dias, 19 das 25 crianças de uma turma testaram positivo para influenza. A consultora tributária Cristiane Bonaccorsi descreveu os sintomas intensos da filha: febre alta, dor de cabeça e prostração.
Vacina reduz gravidade
A arquiteta Carolina Pinheiro acredita que a vacinação ajudou a filha a ter apenas febre alta, sem complicações maiores. O infectologista Renato Kfouri explica que a vacina não impede totalmente a infecção, mas reduz em até 80% a 90% o risco de formas graves, hospitalizações e mortes.
Mitos e efeitos colaterais
Kfouri rebate o mito de que a vacina causa sintomas respiratórios: as vacinas são feitas com vírus mortos. Os efeitos colaterais, como dor no local e febre baixa, duram no máximo 48 horas.
Alerta da Fiocruz
O último boletim da Fiocruz aponta que o estado do Rio está em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave. A médica Ana Carolina Barbosa afirma que as unidades de saúde se preparam para ampliar atendimento, mas a maior preocupação são as internações nos grupos prioritários.
Especialistas reforçam que quanto maior a cobertura vacinal, menor a circulação do vírus e o risco de agravamento.



