Astronauta Christina Koch mostra desafio de andar após 10 dias no espaço
Astronauta Christina Koch mostra desafio de andar após 10 dias no espaço

Recuperação pós-espacial: Christina Koch compartilha desafios

A astronauta Christina Koch, integrante da missão Artemis II, publicou um vídeo em seu perfil no Instagram no qual demonstra como tem sido o processo de readaptação do corpo humano após dez dias no espaço. Nas imagens, Koch aparece com visível dificuldade para caminhar de olhos fechados, evidenciando os efeitos da microgravidade sobre o sistema de equilíbrio.

Na legenda, a astronauta explica que “quando as pessoas vivem em microgravidade, os sistemas do nosso corpo que evoluíram para indicar ao cérebro como andar não funcionam corretamente”. Ela acrescenta que “os nossos cérebros aprendem a ignorar esses sinais e, assim, quando voltamos à gravidade, dependemos muito dos nossos olhos para nos orientarmos visualmente. Uma caminhada de olhos fechados pode ser um verdadeiro desafio”.

Aplicações terrestres dos estudos espaciais

Koch também destacou que o estudo desses efeitos pode ter aplicações importantes na Terra. “Aprender sobre isso pode ajudar a orientar o tratamento de vertigem, concussões e neurite vestibular”, afirmou. A astronauta completou: “Felizmente, já estamos nos adaptando à gravidade após sete dias [desde o retorno]”.

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A missão Artemis II

A missão Artemis II contou ainda com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Jeremy Hansen. Durante o voo, a tripulação estabeleceu um novo recorde de distância em relação à Terra, alcançando 406.777 quilômetros. Christina Koch, de 47 anos, tornou-se a primeira mulher a orbitar a Lua, realizando um sonho que cultivava desde a infância, quando acompanhava as imagens históricas do programa Apollo.

Formada em Engenharia Elétrica e Física, Koch trabalhou em centros de pesquisa na Antártida e na Groenlândia antes de ingressar na NASA. A agência espacial norte-americana prevê uma nova missão em 2027 que não chegará à Lua, enquanto o retorno de astronautas à superfície lunar está programado para 2028, na quarta missão do programa Artemis, com expectativa de ocorrer antes do plano da Administração Espacial Nacional da China de levar humanos ao satélite até 2030.

Tecnologia brasileira na missão

Os astronautas da Artemis II também utilizaram um relógio desenvolvido com tecnologia da Universidade de São Paulo (USP). O equipamento teve origem em pesquisas realizadas na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH/USP) e foi elaborado sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia e estudos do sono.

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