Acre registra aumento alarmante de casos graves de síndromes respiratórias, aponta Fiocruz
Acre tem aumento de casos graves de síndromes respiratórias

Acre apresenta crescimento preocupante em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

O Acre enfrenta um aumento significativo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o mais recente boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na última quinta-feira (9). A análise, que abrange a Semana Epidemiológica 13, entre 29 de março e 4 de abril, indica uma tendência de crescimento nos registros ao longo das últimas seis semanas, colocando o estado em uma situação de alerta para a saúde pública.

Estados em situação de risco ampliam preocupações nacionais

Além do Acre, outros doze estados brasileiros apresentam níveis de atividade da doença classificados como alerta, risco ou alto risco. Na região Norte, destacam-se Pará e Tocantins; no Nordeste, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia; no Centro-Oeste, Mato Grosso e Goiás; e no Sudeste, Minas Gerais e Espírito Santo. Essa ampla distribuição geográfica evidencia um cenário de disseminação que exige atenção redobrada das autoridades sanitárias.

Prevalência em grupos vulneráveis e dados epidemiológicos

De acordo com a Fiocruz, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência de casos positivos foi mais alta entre populações de maior risco, como crianças, idosos e indivíduos com comorbidades, além de grupos mais expostos, incluindo profissionais de saúde. Os dados nacionais mostram uma distribuição viral diversificada: Influenza A responde por 30,7% dos casos, Influenza B por 2,0%, vírus sincicial respiratório por 19,9%, rinovírus por 40,8%, e Sars-CoV-2 (Covid-19) por 6,2%.

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Estatísticas atualizadas e impactos no Acre

Neste ano, já foram notificados 31.768 casos de SRAG em todo o país, com 13.205 confirmados laboratorialmente para vírus respiratórios, 12.678 negativos e aproximadamente 3.527 aguardando resultados. No Acre, especificamente, a Secretaria de Saúde (Sesacre) registrou 4.173 consultas por síndrome gripal entre as semanas epidemiológicas 01 e 11, com 17 óbitos contabilizados até o período. A incidência de SRAG é particularmente elevada em crianças pequenas, associada principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus, enquanto a mortalidade afeta mais os idosos, liderada por influenza A e Covid-19.

Recomendações de especialistas para prevenção

Tatiana Portella, pesquisadora da Fiocruz, enfatiza que a vacinação contra a influenza é crucial para proteger contra casos graves e mortes. "Recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento; caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara", afirmou. Medidas preventivas adicionais incluem:

  • Manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e pneumococo, disponível em todas as UBSs para crianças a partir de 6 meses.
  • Adotar uma alimentação saudável, evitando açúcar e ultraprocessados, e priorizando frutas e fibras.
  • Realizar higienização constante das vias aéreas, como lavagem nasal e uso de aerossol.
  • Evitar contato com pessoas gripadas e não levar crianças doentes à escola.
  • Acompanhamento pediátrico regular (puericultura) para monitorar a saúde infantil.

Contexto sazonal e diferenças entre síndromes gripais

Durante o inverno Amazônico, é comum o registro de síndromes gripais, que se dividem em três grupos principais: resfriado comum, com sintomas como coriza e tosse leve; gripe, caracterizada por febre alta e mal-estar intenso; e SRAG/pneumonia, que pode incluir falta de ar e dor no peito, exigindo atenção médica imediata em casos graves. A Fiocruz continua monitorando a situação, alertando para a necessidade de vigilância contínua e ações preventivas em todo o território nacional.

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