Padre da Paraíba firma acordo após processo por declarações sobre Preta Gil
O padre Danilo César, da Paróquia de São José, em Areial, no estado da Paraíba, firmou um acordo de retratação cível após ser processado pela família da cantora Preta Gil, que faleceu em 2025. O caso judicial teve origem em uma pregação transmitida ao vivo no YouTube, na qual o sacerdote fez comentários considerados de intolerância e racismo religioso.
Declarações polêmicas em transmissão ao vivo
Durante a pregação, o padre Danilo César, que foi ordenado sacerdote em 2019, ironizou uma oração feita por Gilberto Gil aos orixás em homenagem à filha, uma semana após a morte da artista. Em sua fala, ele questionou: “Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê o poder desses orixás que não ressuscitaram Preta Gil?”. Essas declarações repercutiram negativamente e motivaram a ação judicial movida pelos familiares da cantora.
Termos do acordo de retratação
Pelas condições estabelecidas no acordo, o religioso deverá cumprir as seguintes obrigações:
- Fazer um pedido público de desculpas durante uma missa, com transmissão ao vivo pelo canal da paróquia no YouTube, que é o mesmo meio utilizado para as falas originais.
- Doar oito cestas básicas a uma instituição de caridade indicada pela família Gil.
O processo cível tramitava na 41ª Vara da Comarca do Rio de Janeiro e previa uma indenização estimada em 370 mil reais, valor que foi evitado com a formalização deste acordo.
Contexto e repercussões do caso
Este incidente destaca questões importantes sobre liberdade de expressão e respeito às crenças religiosas no Brasil. A família de Preta Gil buscou reparação legal para combater atitudes consideradas discriminatórias, reforçando a necessidade de diálogo e tolerância em discussões públicas. O acordo serve como um exemplo de como conflitos podem ser resolvidos por meios legais, promovendo a reconciliação e a educação sobre diversidade religiosa.



