STF suspende liminar que paralisava licenciamento de obras em São Paulo
STF suspende liminar que paralisava obras em São Paulo

Supremo Tribunal Federal suspende liminar que paralisava licenciamento de obras em São Paulo

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão da liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que havia paralisado a emissão de novos alvarás para demolições, cortes de árvores e construções de prédios na capital paulista. A medida, que estava em vigor há mais de um mês, interrompeu o processo de licenciamento de quase 4 mil empreendimentos imobiliários, causando impacto significativo no setor da construção civil e na economia local.

Decisão monocrática de Fachin restabelece revisão da Lei de Zoneamento

A decisão monocrática assinada nesta quinta-feira (9) pelo ministro Edson Fachin considerou que a interrupção generalizada do licenciamento urbanístico poderia causar graves prejuízos à economia e à administração pública, reconhecendo argumentos apresentados pela prefeitura e pela Câmara Municipal. Com a medida, ficam restabelecidos os efeitos da revisão da Lei de Zoneamento de 2024, permitindo que os processos de licenciamento sejam retomados imediatamente.

"A decisão questionada produz efeitos prospectivos amplos e indeterminados, criando cenário de instabilidade institucional e insegurança jurídica incompatível com a boa governança urbana de município de grande porte", escreveu Fachin em sua fundamentação. O ministro também determinou que a liminar ficará suspensa até que o mérito da ação original transite em julgado, garantindo continuidade nas atividades de construção e desenvolvimento urbano.

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Revisão da Lei de Zoneamento amplia incentivos para construções mais altas

Aprovada pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), a revisão da Lei de Zoneamento ampliou as áreas da cidade com incentivos para a construção de prédios mais altos, visando promover o crescimento urbano e econômico. No entanto, o processo legislativo foi questionado pelo Ministério Público paulista, que argumentou que não cumpriu requisitos de participação popular e planejamento técnico exigidos pela Constituição estadual.

Com a suspensão da liminar pelo STF, espera-se que os quase 4 mil empreendimentos imobiliários afetados possam retomar suas atividades, aliviando a pressão sobre o mercado imobiliário e contribuindo para a retomada econômica na região metropolitana de São Paulo. A decisão reforça a importância do equilíbrio entre desenvolvimento urbano e aspectos jurídicos, destacando o papel do Supremo em mediar conflitos de grande impacto social e financeiro.

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