Pesquisa revela insatisfação parlamentar com STF e aprovação ao BC no Caso Master
Uma pesquisa exclusiva do Ranking dos Políticos, divulgada nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, expõe uma clara divisão de opiniões entre os parlamentares brasileiros em relação às instituições envolvidas no escândalo do Banco Master. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta forte repúdio, o Banco Central (BC) é visto com bons olhos pela maioria dos deputados e senadores.
STF recebe avaliações majoritariamente negativas
O levantamento, realizado entre 28 de janeiro e 3 de fevereiro, ouviu 108 deputados federais de dezoito partidos e 30 senadores de doze partidos, com um índice de confiança de 95% e margem de erro de 6,5 pontos percentuais. Os resultados são alarmantes para a mais alta Corte do país.
- 34,3% dos deputados e 33,3% dos senadores consideram a atuação do STF no Caso Master como "péssima".
- Outros 18,5% na Câmara e 30% no Senado avaliam o trabalho do Supremo como "ruim".
- As percepções positivas ("boa" ou "excelente") oscilam entre apenas 16,7% e 23,2% nas duas Casas do Legislativo Federal.
Na prática, mais de um terço dos parlamentares é fortemente crítico à condução do bilionário escândalo de corrupção pela Corte, que tem sido alvo de controvérsias envolvendo a relação entre ministros e réus.
Banco Central é elogiado por sua atuação técnica
Em contraste marcante, o Banco Central recebe avaliações majoritariamente positivas dos parlamentares. A instituição, que detectou as irregularidades nas transações do Banco Master e conduz a liquidação dos títulos, é vista como um exemplo de eficiência.
- A soma das avaliações favoráveis chega a 40,3% na Câmara e 50% no Senado.
- As críticas ficam em 31,5% dos deputados e apenas 13,3% dos senadores.
Essa disparidade reflete uma percepção distinta do papel de cada órgão no caso, com o BC sendo associado a uma atuação técnica e previsível, enquanto o STF é visto com desconfiança.
Análise aponta insegurança jurídica e autonomia técnica
De acordo com o relatório do Ranking dos Políticos, a diferença na "popularidade" entre o STF e o Banco Central está diretamente ligada à natureza distinta de suas funções. "Parte relevante do Parlamento percebe o STF como fator de insegurança jurídica e interferência excessiva, sobretudo em casos com repercussão econômica e financeira sensível", destaca o documento.
O texto ainda ressalta que "a diferença fortalece a narrativa de defesa da autonomia técnica, previsibilidade regulatória e separação clara entre decisões econômicas e disputas político-judiciais". Essa visão pode influenciar futuros debates sobre a atuação das instituições em escândalos de grande magnitude.
A pesquisa serve como um termômetro importante do clima político em Brasília, onde as relações entre os Poderes estão sob constante escrutínio. Enquanto o STF enfrenta um período de baixa reputação entre os legisladores, o Banco Central emerge como uma instituição respeitada por sua postura técnica e eficiente no combate à corrupção.