Defesa de Ciro Nogueira nega ilicitudes após operação da PF no caso Master
Defesa de Ciro Nogueira nega ilicitudes após operação da PF

A defesa do senador Ciro Nogueira, presidente do PP e alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira, 7, negou qualquer 'ilicitude' em suas condutas. A ação é um desdobramento das investigações sobre o Banco Master. O escritório do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, membro do Prerrogativas, representa o parlamentar.

Nota oficial da defesa

Em nota, a defesa afirma: 'A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar. Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.'

Críticas às medidas investigativas

Os advogados também destacaram que as medidas de busca e apreensão determinadas contra o senador, 'com base em mera troca de mensagens', 'podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade'. A defesa argumenta que esse tema deve ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.

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Detalhes da operação

Ciro Nogueira foi alvo de mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a decisão, o senador é suspeito de ter instrumentalizado seu mandato para favorecer o Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro. Mensagens encontradas indicam que Ciro teria recebido uma 'mesada' de R$ 300 mil mensais para defender os interesses do banqueiro, com pedido de aumento para R$ 500 mil. O primo de Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, foi preso preventivamente na mesma operação.

Íntegra da nota da defesa

A defesa do Senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar. Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos. Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.

Antônio Carlos de Almeida Castro – Kakay, Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves, Ananda França. Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados.

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