O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (7), durante evento com empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro, que pretende adotar uma “mentalidade empresarial” na gestão do país. Em seu discurso, ele defendeu mudanças nas áreas econômica, de segurança, infraestrutura e políticas sociais, além de criticar o governo federal e defender reformas estruturais.
Críticas a entraves ambientais e burocráticos
Zema destacou os obstáculos ambientais e burocráticos que, segundo ele, dificultam o avanço de grandes obras de infraestrutura no Brasil. “Dá para conciliar meio ambiente com desenvolvimento econômico. Se tem um besouro lá, tira ele e continua a obra”, afirmou. Ele citou o projeto do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte, que enfrenta problemas com licenciamento ambiental e discussões envolvendo uma comunidade tradicional próxima ao traçado da via.
O pré-candidato disse que pretende classificar projetos desse tipo como de interesse nacional para acelerar sua execução. “Uma obra que vai salvar vidas não consegue sair do papel”, criticou. “O interesse de milhões de pessoas tem de prevalecer sobre um grupo pequeno.”
Trabalho infantil e programa Jovem Aprendiz
Zema também comentou as críticas recebidas após declarações sobre trabalho na juventude. “Eu trabalho desde criança. Isso ajuda a formar disciplina”, disse. Ele afirmou que sua proposta é ampliar o programa Jovem Aprendiz, que atualmente tem alcance limitado. “Hoje, em cerca de 4 mil municípios, nenhum jovem consegue ser jovem aprendiz”, afirmou. A intenção, segundo ele, é facilitar o acesso de jovens ao mercado de trabalho de forma regular.
Economia e gestão pública
Durante o evento, Romeu Zema voltou a criticar os gastos do governo federal e alertou para o risco fiscal. “Estamos indo para o precipício fiscal”, disse. Ele defendeu um “choque contra a gastança”, com medidas como reforma administrativa, revisão de programas sociais e privatizações. O pré-candidato também defendeu maior eficiência no setor público e redução de impostos. “O setor privado não precisa de ajuda do governo. Precisa que o governo não atrapalhe”, afirmou. Ele citou ainda a necessidade de combater fraudes em programas sociais e condicionar benefícios à aceitação de oportunidades de trabalho.
Combate ao crime organizado
Na área de segurança, Zema afirmou que pretende endurecer o combate ao crime organizado e sugeriu classificar facções criminosas como organizações terroristas. Integrantes desses grupos deveriam cumprir penas mais severas, segundo ele. O pré-candidato também criticou o sistema de Justiça, afirmando que “a polícia prende e o Judiciário solta”. Zema defendeu medidas como prisão automática para quem rompe tornozeleira eletrônica e restrições à libertação de reincidentes em audiências de custódia.



