Trump avalia primeiro ano do segundo mandato e destaca economia, imigração e política externa
Trump faz balanço de primeiro ano do segundo mandato nos EUA

Presidente norte-americano avalia primeiro ano do segundo mandato em discurso abrangente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou nesta terça-feira (20) um balanço detalhado do primeiro ano do seu segundo mandato, destacando conquistas em diversas áreas e tecendo críticas contundentes ao seu antecessor, Joe Biden. O discurso abordou temas centrais como a recuperação econômica, o controle migratório e a atuação internacional do país.

Economia em destaque com números positivos

Trump iniciou sua avaliação enfatizando os avanços na economia norte-americana, afirmando que sua administração superou desafios herdados do governo anterior. "Nós acabamos com as taxas mais altas, que foram uma das piores inflações que nós já passamos", declarou o presidente, atribuindo diretamente a responsabilidade pelas tarifas elevadas ao ex-presidente Biden.

O líder republicano apresentou comparações entre os períodos de governo, sustentando que os resultados atuais são significativamente superiores. "Agora nós temos um dos melhores mercados, quando nós falamos, inclusive, das nossas ações, nós recebemos uma 'bagunça' em relação à situação econômica, e agora nós conseguimos diminuir os números negativos", afirmou com convicção.

Acordos comerciais e atração de investimentos

Entre as medidas econômicas destacadas, Trump mencionou acordos estratégicos com empresas automobilísticas e nações como Canadá e Alemanha, visando a redução de preços e a internalização da produção. "Nós queríamos que os automóveis fossem construídos nos Estados Unidos, isso é muito importante", explicou, detalhando como as políticas tarifárias incentivaram a relocalização de operações industriais.

O presidente foi enfático ao creditar à sua administração a reversão de um cenário que, em sua avaliação, poderia ter aproximado os Estados Unidos de crises como a vivenciada pela Venezuela. O crescimento das exportações também foi apontado como um indicador positivo do desempenho econômico atual.

Controle migratório como prioridade máxima

No âmbito da imigração, Trump dedicou parte significativa do discurso para destacar o que considera uma das maiores conquistas de seu governo: o controle das fronteiras. "Durante oito meses, ninguém entrou pela nossa fronteira ilegalmente", afirmou, contrastando essa realidade com o fluxo massivo que caracterizou períodos anteriores.

O presidente foi particularmente crítico em relação às políticas do governo Biden, acusando os democratas de permitirem a entrada de indivíduos que classificou como "criminosos, assassinos e prisioneiros". Trump descreveu uma situação onde instituições mentais que recebiam imigrantes estariam agora "completamente vazias", atribuindo essa mudança à eficácia de suas medidas.

Operações de imigração e caso específico

Ao abordar as operações do ICE (Serviço de Imigração e Controle Alfandegário), Trump reconheceu a complexidade do trabalho dos agentes, que lidam com "pessoas muito delicadas, muito perigosas". O presidente mencionou especificamente o caso de Renee Good, mulher que faleceu durante uma operação em Minneapolis no dia 7 de janeiro, expressando pesar pelo ocorrido.

Atuação em conflitos internacionais

Na esfera da política externa, Trump afirmou que sua administração deu fim a guerras consideradas "intermináveis" em diversas regiões, incluindo Camboja, Kosovo, Sérvia, Congo, Ruanda, Paquistão e Índia. O presidente destacou ainda a mediação entre Armênia e Azerbaijão, realizada no Salão Oval da Casa Branca, como exemplo de sua abordagem diplomática.

Em contraponto, Trump classificou a retirada de tropas norte-americanas do Afeganistão, conduzida por Biden, como "desastrosa e vergonhosa". O presidente também comentou os gastos dos Estados Unidos com a Otan, afirmando que contribuiu mais para a organização do que qualquer outro líder, apesar de não se sentir sempre devidamente reconhecido.

Críticas consistentes ao governo anterior

Ao longo de todo o discurso, Trump manteve um tom crítico em relação à administração Biden, responsabilizando-a por problemas econômicos, de segurança fronteiriça e de política externa que seu governo teria superado. A comparação entre os dois mandatos foi um elemento constante na avaliação apresentada pelo presidente em seu primeiro ano do segundo mandato.