Trump ataca Papa Leão XIV e OTAN em críticas à política externa e defesa nuclear
Trump ataca Papa Leão XIV e OTAN em críticas à política externa

Trump intensifica ataques ao Papa Leão XIV e critica postura da OTAN em meio a tensões internacionais

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a direcionar críticas contundentes ao Papa Leão XIV nesta quarta-feira, ampliando seu discurso para incluir a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em meio a crescentes tensões na política externa. As declarações ocorrem mesmo após repercussões negativas da comunidade internacional sobre seus comentários anteriores.

Críticas diretas ao pontífice e questionamentos sobre o Irã

Através de sua rede social Truth Social, Trump questionou publicamente a postura do Papa Leão XIV em relação ao programa nuclear iraniano. "Alguém pode, por favor, dizer ao Papa Leão que o Irã matou pelo menos 42.000 manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses, e que é absolutamente inaceitável que o Irã possua uma bomba nuclear?", escreveu o republicano, encerrando com sua característica frase: "A AMÉRICA ESTÁ DE VOLTA!!!".

Poucos minutos após essa publicação, o magnata voltou a se manifestar, desta vez direcionando suas críticas à aliança militar transatlântica. "A OTAN não nos apoiou, e não nos apoiará no futuro!", afirmou Trump de maneira categórica, reforçando seu histórico ceticismo em relação à organização.

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Histórico de tensões com o Vaticano

As declarações desta quarta-feira representam a continuação de uma série de ataques que começaram na segunda-feira, quando Trump publicou uma longa mensagem criticando diretamente o pontífice. Na terça-feira, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o ex-presidente já havia declarado que Leão XIV "não faz ideia do que está acontecendo no Irã".

Entre as acusações mais contundentes, Trump afirmou que:

  • O Papa é "FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa"
  • Prefere o irmão do pontífice, Louis, por ser "totalmente MAGA"
  • O pontificado de Leão XIV só foi possível porque Trump estava na Casa Branca
  • O Papa deveria "deixar de ceder à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político"

Resposta do Vaticano e defesa da paz

Em resposta às críticas, o Papa Leão XIV manteve uma postura conciliatória, mas firme em seus princípios. O pontífice afirmou que continuará defendendo a paz e não pretende recuar em sua missão de "anunciar a mensagem do Evangelho e convidar todas as pessoas a procurarem formas de construir pontes de paz e reconciliação".

"Não vou entrar em debate. O que digo não pretende, de forma alguma, ser um ataque. A mensagem do Evangelho é muito clara: 'Bem-aventurados os pacificadores'", declarou Leão XIV, acrescentando: "Não tenho medo da Administração Trump."

Críticas estendidas à Europa e à primeira-ministra italiana

As investidas de Trump não se limitaram ao Vaticano. Em sua entrevista ao Corriere della Sera, o ex-presidente também expressou frustração com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, especialmente em relação à postura italiana no conflito com o Irã.

"Estou chocado. Pensava que tinha coragem, mas estava enganado", disse Trump sobre Meloni, criticando sua relutância em envolver a Itália diretamente no conflito. Segundo o republicano, a líder italiana espera que os Estados Unidos "façam o trabalho por ela", mesmo com a dependência italiana do petróleo iraniano.

Ataques à OTAN e visão sobre a Europa

Trump também aproveitou para reafirmar sua visão crítica sobre a OTAN, descrevendo a aliança como um "tigre de papel" em relação ao possível envio de apoio militar europeu. O ex-presidente afirmou que pediu que os países europeus "enviassem tudo o que quisessem", mas encontrou resistência.

Finalmente, Trump criticou as políticas europeias de forma mais ampla, argumentando que o continente está "a destruir-se a si próprio por dentro" com suas abordagens à imigração e energia, e afirmou que a Europa depende dos Estados Unidos para manter rotas estratégicas abertas.

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Este episódio marca mais um capítulo nas tensões entre a administração Trump e instituições internacionais, com o ex-presidente mantendo seu estilo confrontacional mesmo fora do cargo, enquanto o Vaticano busca manter seu papel como defensor da paz em meio a complexas dinâmicas geopolíticas.