Papa Leão XIV enfrenta críticas de Trump e reafirma posição pela paz
O Papa Leão XIV, em declarações à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (13 de abril de 2026), respondeu firmemente aos ataques do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que "não tenho medo" e que continuará a se manifestar contra a guerra. As palavras foram ditas a bordo do voo papal com destino à Argélia, onde o pontífice inicia uma turnê de 11 dias por quatro países africanos.
Confronto diplomático em meio a críticas à guerra
Leão XIV, o primeiro papa norte-americano, destacou que não pretende entrar em um debate direto com Trump, mas expressou preocupação com o que chamou de abuso da mensagem cristã. "Não acho que a mensagem do Evangelho seja feita para ser abusada da forma como algumas pessoas estão fazendo", disse ele, em inglês, aos jornalistas presentes no avião.
O pontífice, natural de Chicago, tem se posicionado como um crítico vocal da guerra entre EUA e Israel contra o Irã nas últimas semanas. Em um apelo pela paz no sábado (11), ele já havia condenado a "loucura da guerra", reforçando seu papel como defensor do diálogo e das relações multilaterais.
Resposta de Trump e reação do Vaticano
Donald Trump, em uma aparente retaliação às críticas do papa sobre o conflito e as políticas de imigração de seu governo, atacou Leão XIV em um post no Truth Social no domingo (12). O ex-presidente escreveu: "O Papa Leão é FRACO em relação ao crime, e terrível para a política externa", usando a plataforma de mídia social que fundou.
Em resposta, o papa enfatizou que seu foco está na promoção da paz e no sofrimento das vítimas inocentes. "Muitas pessoas estão sofrendo no mundo hoje. Pessoas inocentes demais estão sendo mortas. E acho que alguém precisa se levantar e dizer que existe um caminho melhor", declarou Leão XIV, citando a bem-aventurança "Bem-aventurados os Pacificadores" do Evangelho.
Visita à África e mensagem de unidade
A turnê africana do papa, que inclui a Argélia e outros três países, ocorre em um momento de tensões internacionais. Leão XIV ressaltou que não vê seu papel como político, mas como um líder espiritual que busca soluções justas para os problemas globais. Sua postura reflete um esforço para manter a Igreja Católica, com seus 1,4 bilhão de membros, engajada em questões de paz e direitos humanos.
Este confronto verbal entre o líder da Igreja Católica e uma figura política proeminente dos EUA destaca as divisões em torno de temas como guerra, imigração e o papel da religião na esfera pública. Analistas observam que a reação do papa pode influenciar o debate internacional sobre conflitos e diplomacia nos próximos meses.



