Papa Leão XIV condena ameaça de Trump e faz apelo urgente pela paz mundial
Papa condena ameaça de Trump e faz apelo urgente pela paz

Papa Leão XIV faz apelo histórico pela paz e condena ameaças de Donald Trump

O papa Leão XIV realizou neste sábado (11) uma vigília especial de oração na Basílica de São Pedro, onde fez um apelo veemente e direto aos líderes mundiais para que acabem com o que classificou como "loucura da guerra". O primeiro pontífice norte-americano da história usou linguagem vigorosa para denunciar o conflito que já dura seis semanas entre Estados Unidos e Irã, especialmente durante reunião de autoridades no Paquistão.

Condenação ao uso da religião para justificar violência

Em seu discurso emocionante, Leão XIV condenou firmemente o uso da linguagem religiosa para justificar ações bélicas, afirmando que "até mesmo o santo Nome de Deus está sendo arrastado para discursos de morte". O papa, conhecido por escolher cuidadosamente suas palavras, referiu-se especificamente à ameaça de Donald Trump, classificando-a como inaceitável em um contexto global já tão tenso.

"O equilíbrio dentro da família humana foi severamente desestabilizado", alertou o pontífice. "A ilusão de onipotência que nos cerca está se tornando cada vez mais imprevisível e perigosa para toda a humanidade."

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Apelo direto aos líderes mundiais

Dirigindo-se especificamente aos governantes envolvidos no conflito, Leão XIV fez um pedido dramático: "Parem! É hora da paz! Sentem-se à mesa do diálogo e da mediação, não à mesa onde se planeja o rearmamento". O papa citou cartas de crianças em zonas de guerra que descreviam "horror e desumanidade", usando esses relatos para humanizar as consequências do conflito.

O líder católico também fez referência histórica à oposição da Igreja à invasão do Iraque liderada pelos EUA em 2003, lembrando o apelo do falecido papa João Paulo 2º feito quatro dias antes do início daquele conflito. "Chega da idolatria do eu e do dinheiro!", exclamou Leão. "Chega de exibição de poder! Chega de guerra!"

Contexto político e reações anteriores

Declarações anteriores do papa haviam sido interpretadas por comentaristas católicos conservadores como sendo dirigidas ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que invocou linguagem cristã para justificar ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã. Em março, Leão já havia afirmado que Deus rejeita as orações de líderes que iniciam guerras e têm "as mãos cheias de sangue".

O serviço especial de oração deste sábado foi anunciado pelo próprio papa no último domingo, durante sua mensagem de Páscoa. A vigília reuniu milhares de fiéis na Basílica de São Pedro e foi transmitida globalmente, marcando um momento significativo no papel diplomático do Vaticano em conflitos internacionais.

Analistas observam que a postura firme de Leão XIV representa uma continuidade de sua crítica declarada à guerra do Irã, mas com uma intensificação retórica notável diante da escalada recente das tensões. O apelo do pontífice ocorre em um momento particularmente delicado das relações internacionais, quando esforços diplomáticos buscam evitar uma expansão do conflito para além das fronteiras regionais.

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