Macron propõe cúpula do G7 em Paris com convite a Rússia, Ucrânia e Síria
Macron propõe cúpula do G7 com Rússia, Ucrânia e Síria

Presidente francês propõe encontro do grupo das sete maiores economias com nações convidadas

O presidente da França, Emmanuel Macron, fez uma proposta significativa para a realização de uma cúpula do G7 na próxima quinta-feira, dia 22 de janeiro de 2026. O evento, que deve ocorrer em Paris, capital francesa, ganhou destaque após uma mensagem divulgada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump em uma rede social nesta terça-feira (20).

Convidados surpreendentes para a reunião internacional

Segundo as informações divulgadas, o líder francês sugeriu a inclusão de representantes de quatro países específicos na reunião do grupo que reúne as sete maiores economias do mundo. A lista de convidados proposta por Macron inclui:

  • Dinamarca, país membro da União Europeia
  • Ucrânia, nação em conflito com a Rússia
  • Rússia, excluída do grupo após a anexação da Crimeia em 2014
  • Síria, país do Oriente Médio com governo contestado internacionalmente

A proposta de incluir a Rússia representa uma mudança significativa na política do G7, que suspendeu a participação russa há mais de uma década. A possível presença de representantes ucranianos e russos na mesma mesa de negociações poderia abrir espaço para diálogos sobre o conflito entre as duas nações.

Contexto político e repercussão da proposta

A revelação da proposta de Macron através de uma publicação de Donald Trump nas redes sociais adiciona um elemento de surpresa ao desenvolvimento diplomático. Trump, conhecido por seu estilo não convencional de comunicação política, trouxe à tona uma iniciativa que ainda não havia sido formalmente anunciada pelos canais oficiais franceses.

O G7, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, tradicionalmente discute questões econômicas globais, segurança internacional e cooperação entre as nações mais desenvolvidas. A inclusão de países como Síria e Rússia, ambos com relações complexas com o Ocidente, indicaria uma tentativa de Macron de ampliar o escopo das discussões para incluir temas geopolíticos mais amplos.

Analistas observam que a proposta ocorre em um momento de tensões internacionais crescentes, com conflitos em várias regiões do mundo e debates sobre a reconfiguração da ordem global. A cúpula, se realizada conforme sugerido, poderia servir como plataforma para negociações diretas entre partes em conflito, especialmente considerando a possível presença simultânea de representantes ucranianos e russos.

A localização em Paris não é casual - a França tem historicamente desempenhado um papel de mediador em conflitos internacionais e Macron tem buscado posicionar seu país como uma potência diplomática capaz de facilitar diálogos complexos. O sucesso ou fracasso desta iniciativa poderá influenciar significativamente o papel da França no cenário geopolítico dos próximos anos.