JD Vance, alvo de provocações de Trump, vê popularidade despencar após guerra com Irã
JD Vance, alvo de Trump, tem popularidade em queda após guerra

JD Vance, alvo frequente de provocações de Trump, vê popularidade despencar após guerra com Irã

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, tornou-se um alvo constante das provocações públicas do presidente Donald Trump, em um cenário político marcado por tensões e mudanças de posição. A situação tem afetado significativamente a imagem e a popularidade de Vance, que agora lidera negociações delicadas com o Irã, apesar de ter criticado anteriormente conflitos internacionais.

Queda na aprovação e mudança de posições

De acordo com pesquisas recentes, a taxa de aprovação de JD Vance despencou de 41% em meados de janeiro para 37% no final de março, segundo dados da CNN. Essa queda reduz suas chances de reeleição em 2028 e de assumir a presidência no futuro. Paralelamente, a aprovação de Donald Trump se estabilizou em 38%, de acordo com uma pesquisa da YouGov realizada entre 3 e 6 de abril, após a guerra iniciada contra o Irã.

Vance, autor do livro "Hillbilly Elegy", era conhecido por criticar intervenções estrangeiras e já chamou Trump de "heroína cultural". No entanto, ele passou a apoiar um governo bastante impopular, mudando quase todas as suas convicções anteriores. Apesar de ter afirmado há dois anos que uma guerra com o Irã seria uma "enorme distração de recursos" e "extremamente cara para o nosso país", o vice-presidente se mostrou "totalmente a favor" da chamada "excursão" de Trump, conforme reportagem do site "Politico".

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Provocações públicas e demonstrações de poder

Donald Trump tem utilizado eventos públicos para ridicularizar JD Vance, em atitudes descritas por especialistas como demonstrações de poder. Durante um almoço de Páscoa a portas fechadas, Trump perguntou "JD está aqui?" enquanto olhava pela sala como se seu vice fosse invisível. Ao encontrá-lo, comentou: "Ele emmagreceu. Ficou um pouco mais magro, eu estava procurando um cavalheiro de porte físico avantajado, agora encontrei um espécime perfeito."

Terapeutas e analistas políticos, como Terence Szuplat, redator de discursos do ex-presidente Barack Obama, afirmam que os comentários de Trump sobre a aparência física são uma estratégia para enaltecer ou desmerecer pessoas, servindo como munição em seu arsenal de poder. A tendência tem sido constante, com Vance transmitindo uma imagem cada vez mais frágil que facilita as provocações.

Negociações com o Irã e pressão contínua

Apesar de sua posição declarada contra a guerra com o Irã, JD Vance foi designado para liderar as negociações com o país, previstas para começar em 11 de abril no Paquistão. Trump aproveitou o almoço de Páscoa para pressionar publicamente o vice-presidente sobre o andamento dessas tratativas.

"Como vai?", perguntou Trump a Vance diante de todos na sala. Após uma resposta breve, o presidente interrompeu e questionou: "Você acha que isso vai acontecer?", referindo-se a um acordo de paz sustentável. Vance respondeu: "Hum, vamos te informar sobre isso", permitindo que Trump desse seu golpe final: "Então, se não acontecer, a culpa é do JD Vance. Se acontecer, o mérito é todo meu."

Cenário político frágil e implicações futuras

O cenário atual mostra JD Vance em uma posição delicada, onde sua lealdade a Trump parece intransponível, mesmo diante de humilhações públicas e mudanças radicais em suas convicções. A guerra escolhida por Donald Trump contra o Irã, iniciada enquanto Vance estava em viagem ao Azerbaijão, agravou a situação, estabilizando a aprovação do presidente, mas derrubando a do vice.

Essa dinâmica tem levantado questões sobre até que ponto Vance está disposto a engolir o orgulho por um lugar à mesa do poder. Como um dos poucos que poderia invocar a 25ª Emenda para destituir o presidente, sua postura submissa e a queda na popularidade sugerem um futuro político incerto, com repercussões tanto nas negociações internacionais quanto na política doméstica dos Estados Unidos.

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