Japão encerra votação e urnas devem confirmar maioria esmagadora da primeira-ministra Sanae Takaichi
Japão: Urnas devem confirmar maioria de Sanae Takaichi

O Japão concluiu oficialmente o processo de votação das eleições legislativas para a Câmara Baixa neste domingo, 8 de fevereiro de 2026, às 20 horas no horário local. A apuração dos votos já teve início, com expectativa de confirmar uma vitória expressiva da coalizão governista liderada pela primeira-ministra Sanae Takaichi.

Projeções apontam para maioria consolidada no Parlamento

As pesquisas de boca de urna divulgadas após o fechamento das urnas projetam uma vitória esmagadora da coalizão que sustenta o governo de Sanae Takaichi. De acordo com a agência Reuters, as projeções indicam que o Partido Liberal Democrático da primeira-ministra, em aliança com o Partido da Inovação do Japão (Ishin), teria garantido aproximadamente 366 das 465 cadeiras disponíveis na Câmara de Representantes.

Essa maioria robusta permitiria à primeira-ministra governar com mais facilidade, aprovando medidas legislativas sem grandes obstáculos parlamentares. Muitos eleitores japoneses enfrentaram condições climáticas adversas, incluindo neve, para exercer seu direito ao voto nestas eleições consideradas cruciais para o futuro político do país.

Fortalecimento político com apoio internacional

A consolidação do poder de Sanae Takaichi recebeu endosso público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nas redes sociais, o líder americano descreveu a primeira-ministra japonesa como uma líder "forte, poderosa e sábia" e declarou apoio total ao seu mandato.

Analistas políticos destacam que o interesse de Trump na supermaioria de Takaichi está diretamente relacionado à agenda de segurança externa dos Estados Unidos na região Ásia-Pacífico. Com uma base parlamentar sólida, a primeira-ministra poderá facilitar:

  • A aprovação de projetos governamentais de interesse bilateral
  • O fortalecimento da política de contenção da influência chinesa na região
  • A implementação de medidas de cooperação estratégica entre Japão e EUA

A expectativa é que Sanae Takaichi visite os Estados Unidos no dia 19 de março, em uma viagem que simbolizará o fortalecimento dos laços entre os dois países.

Contexto das eleições antecipadas

A primeira-ministra dissolveu o Parlamento japonês no dia 19 de janeiro e convocou eleições antecipadas como uma estratégia política para consolidar sua popularidade e garantir uma maioria estável no Legislativo. A campanha eleitoral teve início no dia 27 de janeiro, com mais de 1.200 candidatos disputando as 465 cadeiras da Câmara de Representantes ao longo de 12 dias de campanha intensa.

O Japão adota um sistema de representação proporcional que distribui as cadeiras parlamentares de acordo com a votação recebida por cada partido ou coligação. A vitória projetada de Takaichi representa um marco significativo em sua trajetória política.

Perfil histórico da primeira-ministra

Sanae Takaichi, de 64 anos, é a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra do Japão, quebrando uma barreira histórica em um país com tradição política predominantemente masculina. Com um perfil conservador bem definido, ela tem se mostrado uma figura popular nas redes sociais, conquistando apoio entre diversos segmentos da população, incluindo os jovens japoneses.

Entre as principais promessas de campanha da primeira-ministra estão:

  1. Cortes de impostos para estimular a economia
  2. Fortalecimento das políticas de segurança nacional
  3. Manutenção da aliança estratégica com os Estados Unidos

Impacto nos mercados financeiros

A expectativa dos analistas é que a confirmação da vitória de Sanae Takaichi e sua coalizão governista terá repercussões significativas nos mercados financeiros globais. A estabilidade política proporcionada por uma maioria parlamentar consolidada tende a ser vista com otimismo pelos investidores internacionais, que acompanham de perto as decisões do governo japonês.

O resultado final das eleições, quando totalmente apurado, definirá os rumos políticos do Japão nos próximos anos e influenciará as relações internacionais na sensível região da Ásia-Pacífico.