O Irã destruiu mais de 220 estruturas em bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio desde o início da guerra entre os dois países, conforme revelou o jornal norte-americano 'The Washington Post' nesta quarta-feira (6).
Danos extensos à infraestrutura militar dos EUA
Pelo menos 228 estruturas ou equipamentos em instalações militares norte-americanas no Oriente Médio foram destruídas ou danificadas pelo Irã em bombardeios desde o início do conflito. Esse número representa um volume de danos à infraestrutura dos EUA na região muito maior do que o previamente reportado, segundo o 'Washington Post'. A conclusão foi obtida a partir de uma análise de imagens de satélite de empresas especializadas e de postagens verificadas da mídia estatal iraniana.
No total, o jornal encontrou 217 estruturas e 11 equipamentos danificados ou destruídos em 15 bases militares dos EUA no Oriente Médio.
Retaliação iraniana e países envolvidos
Os ataques às bases militares dos EUA são um dos principais métodos de retaliação empregados pelo regime iraniano durante o conflito. Países que abrigam essas instalações tiveram seus territórios atacados pelo Irã, incluindo Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Jordânia.
Esses bombardeios fizeram com que a guerra, inicialmente travada apenas por EUA, Israel e Irã, se espalhasse para uma boa parte da população do Oriente Médio, elevando as tensões nesses países, que em um momento consideraram entrar nos combates.
Cessar-fogo e impacto nas operações
O conflito está em um período de cessar-fogo há cerca de um mês. Segundo autoridades ouvidas pelo 'Washington Post', a ameaça dos ataques aéreos iranianos tornou algumas das bases militares dos EUA na região perigosas demais para operar com efetivo normal. Comandantes transferiram a maior parte dos funcionários para outros locais, fora do alcance do fogo iraniano.
Baixas militares norte-americanas
Desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, sete militares norte-americanos morreram nos bombardeios iranianos — seis no Kuwait e um na Arábia Saudita — e mais de 400 soldados ficaram feridos até o fim de abril, segundo o Exército dos EUA. Ao menos 12 desses feridos sofreram ferimentos classificados como graves, de acordo com o jornal.



