Pesquisa Genial/Quaest: bolsonarismo avança em 6 estados com Flávio
Genial/Quaest: bolsonarismo avança em 6 estados com Flávio

Um levantamento consolidado da Genial/Quaest, divulgado nesta quarta-feira (6), revela que a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como líder do grupo e candidato à Presidência da República impulsionou o bolsonarismo em seis dos maiores colégios eleitorais do Brasil. A pesquisa, realizada entre os dias 21 e 28 de abril, ouviu 11.646 eleitores de 562 municípios, com nível de confiança de 95% e margens de erro de três pontos percentuais para a maioria dos estados, exceto São Paulo, que tem margem de dois pontos.

Comparação entre 2018, 2022 e 2026

O estudo comparou três momentos-chave do bolsonarismo: 2018, ano da eleição de Jair Bolsonaro; 2022, quando ele foi derrotado; e 2026, com a campanha de Flávio Bolsonaro. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com 34,4 milhões de eleitores, o desempenho do bolsonarismo caiu de 68% em 2018 para 55% em 2022, mas subiu dois pontos com Flávio, alcançando 57%.

No Rio de Janeiro, principal reduto bolsonarista e domicílio eleitoral de Flávio, a recuperação foi de apenas um ponto, indo de 57% em 2022 para 58% em 2026 — ainda dez pontos abaixo dos 68% de 2018. Já no Rio Grande do Sul, quinto maior colégio eleitoral, com 8,6 milhões de eleitores, a campanha de Flávio gerou um aumento significativo, superando 2018 ao atingir 65%.

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Avanço em estados lulistas

Em três estados onde o bolsonarismo nunca ultrapassou 50% — Pará, Ceará e Bahia, considerados de esquerda e lulistas — a campanha de Flávio também melhorou a imagem do movimento. No Pará, subiu um ponto, para 46%. No Ceará, cresceu três pontos em relação a 2022, chegando a 33% (contra 29% em 2018). Na Bahia, o crescimento foi gradual, de um ponto a cada período, atingindo 29% em 2026.

Perda de força em Minas Gerais, Pernambuco e Goiás

Por outro lado, o bolsonarismo perdeu espaço em três estados com a campanha de Flávio: Minas Gerais, Pernambuco e Goiás. No Paraná, o índice se manteve estável em relação a 2022, com 62%.

Em Minas Gerais, Lula tem avançado. Em 2018, o PT tinha dez pontos a menos que o PSL de Bolsonaro. Em 2022, houve empate numérico (50% a 50%), com vitória de Lula por apenas 40.650 votos. Agora, Lula aparece com 52% contra 48% de Flávio, mantendo o empate técnico, mas com vantagem do petista.

Em Pernambuco, território lulista, o bolsonarismo caiu de 33% em 2018 e 2022 para 29% em 2026. Em Goiás, governado por Ronaldo Caiado (PSD), simpático ao bolsonarismo, a campanha de Flávio reduziu o desempenho de 66% em 2018 para 58% em 2026, uma queda de um ponto em relação a 2022.

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