Brasileira no Líbano narra horror de viver sob bombardeios israelenses
Brasileira no Líbano relata vida sob ataques e bombardeios

Brasileira no Líbano narra o terror diário sob bombardeios israelenses

Uma brasileira residente no Líbano compartilhou relatos angustiantes sobre como é viver sob constantes ataques e bombardeios, enquanto o país enfrenta uma escalada de violência que já deixou milhares de vítimas. O Ministério da Saúde do Líbano divulgou neste sábado (11) um balanço sombrio: pelo menos 2.020 pessoas morreram e 6.436 ficaram feridas em ataques israelenses desde 2 de março, quando a ofensiva teve início.

Vítimas inocentes em meio ao conflito

De acordo com as autoridades libanesas, entre os mortos registrados desde o começo dos bombardeios estão 248 mulheres, 165 crianças e 85 profissionais de saúde e equipes de emergência. A brasileira, que preferiu não se identificar por questões de segurança, descreve cenas de caos e medo, com famílias inteiras buscando abrigo em porões e prédios danificados, enquanto explosões ecoam pelas ruas.

"É um pesadelo sem fim. A cada explosão, nosso coração para. Não sabemos se seremos os próximos", relatou ela, emocionada. A situação mergulhou o Líbano em uma profunda crise humanitária, com hospitais sobrecarregados e suprimentos básicos escassos.

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Contexto do conflito e alvos dos ataques

O Líbano tem sido alvo de constantes ataques israelenses desde os primeiros dias da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, iniciada em 28 de fevereiro. Israel afirma que seus ataques visam especificamente o grupo terrorista libanês Hezbollah, aliado do Irã, que atua no país e lançou ofensivas contra território israelense. No entanto, os bombardeios têm causado devastação generalizada, afetando principalmente civis.

Primeiros contatos diretos entre Líbano e Israel

Em meio a essa escalada de violência, ocorreu um desenvolvimento diplomático significativo: autoridades do Líbano e de Israel fizeram o primeiro contato direto desde o início do conflito. Segundo a presidência libanesa, os embaixadores dos dois países em Washington conversaram por telefone nesta sexta-feira (10), com a participação do embaixador dos Estados Unidos no Líbano.

As partes concordaram em realizar uma primeira reunião na terça-feira (14) no Departamento de Estado dos EUA, sob mediação americana. O objetivo é discutir o anúncio de um cessar-fogo e definir a data de início das negociações formais. Essa confirmação ocorre um dia após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciar que instruiu seu governo a iniciar negociações de paz com o Líbano "o mais rápido possível".

Antecedentes e perspectivas futuras

O acordo de trégua anterior entre Israel e Hezbollah, celebrado em novembro de 2024 com intermediação de Washington, foi rompido em março deste ano, nos primeiros dias da guerra entre EUA, Israel e Irã. Agora, em meio às conversas por um eventual cessar-fogo, uma autoridade israelense de alto escalão afirmou à Reuters na quinta-feira que Israel está se preparando para reduzir a intensidade de seus ataques no Líbano nos próximos dias.

No entanto, o Exército israelense reiterou nesta sexta-feira que "a operação no Líbano continua", referindo-se à guerra contra o Hezbollah. Enquanto isso, civis como a brasileira continuam a enfrentar o horror diário, com imagens de escombros em Beirute, após ataques israelenses em 8 de abril de 2026, simbolizando a destruição que assola o país.

A situação permanece tensa e incerta, com esperanças depositadas nas negociações iminentes, mas a população local clama por paz imediata para pôr fim ao sofrimento humano que só aumenta a cada dia.

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