Governo Trump processa NYT por discriminação contra homem branco
Governo Trump processa NYT por discriminação contra homem branco

Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego acusa jornal de favorecer mulher menos qualificada

A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC) dos Estados Unidos, agência federal responsável por aplicar leis contra discriminação no trabalho, moveu uma ação civil contra o jornal The New York Times na terça-feira, 5 de maio de 2026. O processo alega que o periódico discriminou um funcionário branco ao preteri-lo em um processo seletivo para o cargo de editor adjunto, em favor de uma mulher considerada menos qualificada, devido a políticas internas de diversidade.

A queixa foi protocolada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York. Segundo o documento, “metas declaradas de representação racial e de gênero” teriam influenciado a decisão de não avançar com a candidatura do funcionário, que atua como editor no jornal desde 2014 e se candidatou à vaga de editor adjunto de imóveis em 2025.

Contexto político e investigação

Desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca, a EEOC tem adotado uma postura mais rigorosa contra políticas corporativas de diversidade, resultando em processos que alegam discriminação reversa contra homens brancos. A ação contra o NYT é um dos exemplos mais recentes dessa mudança de orientação.

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O processo é fruto de uma investigação iniciada no ano passado, após o funcionário apresentar uma queixa formal à comissão. O reclamante, cuja identidade não foi revelada, alega que possuía experiência anterior em reportagens sobre o mercado imobiliário, requisito para a vaga. No entanto, uma mulher multirracial “sem experiência em jornalismo imobiliário” foi contratada, supostamente por corresponder “às características raciais e/ou de gênero que o NYT buscava aumentar em sua liderança”.

Para sustentar a acusação, a denúncia cita relatórios internos do jornal sobre diversidade e inclusão, incluindo um “Chamado à Ação” de 2021 que estabelecia metas para aumentar o número de funcionários negros e latinos. O processo argumenta que “uma diminuição na porcentagem de funcionários brancos do sexo masculino era uma consequência necessária para que o NYT alcançasse esses resultados”.

Defesa do New York Times

Em resposta, a porta-voz do NYT, Danielle Rhoads Ha, classificou a ação como “politicamente motivada” e afirmou que a conduta da EEOC se desvia da norma padrão. “Nossas práticas de contratação são baseadas no mérito e focadas em recrutar e promover os melhores talentos do mundo”, declarou. “Nem a raça nem o gênero influenciaram essa decisão — contratamos a candidata mais qualificada, e ela é uma excelente editora”, acrescentou.

Em uma reportagem publicada na quarta-feira, 6 de maio, o próprio New York Times rejeitou as alegações de que o funcionário preterido fosse mais qualificado. Citando uma fonte não identificada do jornal, a matéria destacou que a vaga de editor adjunto de imóveis exigia experiência em jornalismo de serviço, área na qual a contratada tinha expertise.

Implicações e reações

O caso reacende o debate sobre políticas de diversidade no ambiente corporativo americano. Enquanto defensores da ação argumentam que a meritocracia deve prevalecer, críticos apontam que a postura da EEOC reflete uma agenda política que visa desmantelar iniciativas de inclusão racial e de gênero.

Especialistas em direito trabalhista observam que o desfecho do processo pode estabelecer precedentes importantes para outras empresas que adotam metas de diversidade. A ação segue em tramitação no tribunal de Nova York, e ainda não há data para julgamento.

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