O Progressistas (PP) adiou o evento de apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que estava previsto para a próxima segunda-feira (11), na capital paulista. A decisão foi tomada após a operação da Polícia Federal, fase da Compliance Zero, que mirou o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira, na quinta-feira (7).
Investigação aponta mesada de R$ 500 mil
De acordo com as investigações, Ciro Nogueira recebia mesada de até R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O senador também teve contas em hotéis e restaurantes de luxo, além de voos em jatinho, custeados por Vorcaro. A PF encontrou indícios de que Nogueira apresentou uma emenda no Senado redigida pelo Master.
Decisão conjunta entre governador e senador
Segundo integrantes do PP, o adiamento foi uma decisão conjunta, após uma conversa entre Tarcísio de Freitas e Ciro Nogueira na quinta-feira. No entanto, a assessoria do governador nega qualquer contato com o senador. Apesar do adiamento, o apoio do PP a Tarcísio nas eleições de outubro segue mantido.
Ciro Nogueira como 'destinatário central'
A Polícia Federal aponta que Ciro Nogueira era o “destinatário central” das vantagens indevidas atribuídas a Daniel Vorcaro. Como exemplo, a PF cita uma emenda apresentada pelo senador à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Autonomia Financeira do Banco Central (BC). Na parte financeira, a investigação indica recebimento frequente de vantagens, como pagamentos mensais, compra de participação em empresa com desconto elevado, pagamento de despesas pessoais e uso de bens de alto valor. Há também indícios de recebimento de dinheiro em espécie.
Em nota, a defesa do senador afirma que “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.



