Lula aposta em encontro com Trump para se blindar de interferência eleitoral dos EUA
Lula busca proteção contra interferência eleitoral dos EUA em encontro com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta no encontro com Donald Trump, em Washington, para se blindar de uma possível interferência eleitoral dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. Tanto Lula quanto Trump enfrentam quedas de popularidade e riscos políticos a menos de seis meses das eleições em seus respectivos países. O encontro, marcado para esta quinta-feira (6), será o primeiro entre os dois líderes desde que Trump descreveu uma 'química excelente' entre eles durante a Assembleia Geral da ONU em setembro passado.

Contexto de vulnerabilidade

Lula chega ao encontro em uma posição mais vulnerável, após a rejeição de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal e a derrubada de seu veto à Lei de Dosimetria. Trump, por sua vez, enfrenta seu momento mais impopular, com 64% de rejeição entre os americanos e risco de perder o controle do Congresso em novembro. Ambos buscam evitar um fracasso diplomático em uma relação já marcada por instabilidade.

Divergências geopolíticas

No campo geopolítico, Lula e Trump divergem em vários temas. Lula condenou a intervenção dos EUA na Venezuela, a guerra contra o Irã, as ameaças a Cuba e as operações de Israel em Gaza e no Líbano. Ele também descartou a participação do Brasil no Conselho de Paz promovido pelo governo americano. Em declarações recentes na Espanha, Lula elogiou o premiê Pedro Sánchez, desafeto de Trump, e criticou as ameaças do presidente americano.

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Riscos de emboscada

Trump é conhecido por criar emboscadas diplomáticas, como fez com líderes da Ucrânia, Canadá e África do Sul. Cair em uma armadilha de Trump seria um novo revés para Lula. No entanto, ambos os presidentes têm o costume de abandonar roteiros diplomáticos para improvisar e obter ganhos políticos, o que torna o encontro imprevisível.

Apesar das divergências, Lula planeja levar jabuticabas e maracujá para acalmar o republicano, em uma tentativa de suavizar a relação. O encontro testará se a química descrita por Trump pode produzir resultados produtivos em um momento tão delicado para ambos os líderes.

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