Haddad diz que resistiu a 'virar chave' para disputar governo de SP e que Lula o convenceu
Haddad: resisti a 'virar chave' para governo SP; Lula convenceu

O ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), revelou nesta quinta-feira (8) que enfrentou grande resistência interna antes de aceitar disputar o cargo. Em evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso (FHC), Haddad afirmou que o presidente Lula conversou com ele por diversas horas para convencê-lo.

Resistência e convencimento

“É um esforço intelectual, mudança de projeto. É muito diferente. E eu estava convencido de que eu tinha que tentar elaborar esse plano de desenvolvimento, em torno desse eixo, estava muito focado nisso”, explicou Haddad. “E aí o presidente Lula conversou comigo muitas horas, e em vários dias diferentes, e falou, 'olha, precisamos de um candidato forte em São Paulo, que seja capaz de em pouco tempo explicar o que está acontecendo para a sociedade paulista, seus problemas e oportunidades, e eu considero você a pessoa para fazer isso'”.

Participação em evento

Haddad participou do evento na Fundação FHC ao lado de Celso Lafer, presidente do Conselho da fundação, e Sergio Fausto, diretor-geral. Durante sua fala, abordou sua atuação no governo federal e os desafios da economia e política. Em tom descontraído, brincou: “Não vou pedir votos, mas você sabe que eu preciso deles, né?”

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Composição da chapa

Questionado sobre a definição da chapa, Haddad afirmou que terá mais mulheres representadas do que na chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que conta com Felício Ramuth (MDB) como vice, além dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). A vice de Haddad e as duas vagas para o Senado ainda não foram definidas.

Haddad revelou que sondou a pecuarista Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, mas ela não tem intenção de se candidatar. “Não é fácil se candidatar. Quem nunca se candidatou e passou por tanta coisa. Ela foi presidente sociedade rural, tem militância no setor agropecuário. Uma respeitabilidade muito grande. Ela vai ajudar no plano de governo, para mim é ótimo. Se dispôs a ajudar, inclusive, depois eleição, no plano estadual quanto federal, então está tudo bem”, disse.

O PDT está empenhado em ficar com a vaga. Além de Teresa, são estudados Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara, e Antonio Neto, presidente do diretório do PDT em São Paulo. Haddad afirmou que ele e Carlos Lupi, presidente do PDT, estão “muito sintonizados”.

Vagas para o Senado

Sobre as vagas para o Senado, Haddad disse que vai voltar a conversar com os ex-ministros Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB) “assim que for possível”, quando estiverem em São Paulo. A primeira vaga deve ficar com Tebet, enquanto a segunda é disputada pelo PSB e pela Federação PSOL-Rede. A GloboNews apurou que o foco da federação em maio será conversar com partidos aliados para convencê-los de que Marina é a melhor alternativa. A deputada descarta ficar com uma eventual suplência. França também está convicto sobre a vaga e já lançou chapa com suplente. O ex-ministro espera contar também com a ajuda da deputada federal Tabata Amaral (PSB), que começou a publicar vídeos criticando a gestão Tarcísio.

Críticas a Tarcísio

Haddad voltou a criticar o governador Tarcísio de Freitas, seu principal oponente, sobre sua posição na PEC da Segurança. Disse que um dos grandes equívocos de Tarcísio foi não entender o pacto federativo. “Tudo veio de lá pra cá, daqui para lá não foi nada. Ajudamos na renegociação da dívida, empréstimos BNDES, botamos o Minha Casa Minha Vida para funcionar no estado, tudo veio de lá pra cá”, afirmou. “Tem política que é de estado, e não de governo. E Tarcísio não fez essa distinção, o que é de governo e o que é de estado.”

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