Flávio Bolsonaro desenha estratégias eleitorais no Rio para fortalecer palanque presidencial
Em meio a um cenário político local confuso, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL, já definiu os planos da direita para as eleições no Rio de Janeiro em outubro. Com a saída iminente do governador Cláudio Castro (PL) do poder até abril, o estado caminha para um mandato-tampão, e Bolsonaro busca garantir um palanque robusto no berço do bolsonarismo.
Candidatos preferidos e disputa interna no partido
Flávio Bolsonaro elegeu dois nomes como seus pré-candidatos a governador: Douglas Ruas (PL), secretário estadual das Cidades, e Felipe Curi, secretário de Polícia Civil. Ruas é o preferido do senador, especialmente se conseguir ser eleito indiretamente pela Alerj para ocupar a cadeira de Castro antes da campanha. Nessa hipótese, ele disputaria a reeleição comandando a máquina do estado, o que fortaleceria a base eleitoral de Bolsonaro.
No entanto, um obstáculo significativo surge no caminho de Ruas, que é inspetor da Polícia Civil e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson. O próprio governador Cláudio Castro prefere Nicola Miccione, secretário da Casa Civil, para a eleição indireta. A cúpula do PL, que inclui Castro, Flávio Bolsonaro e o presidente estadual do partido, Altineu Côrtes, ainda não chegou a um consenso sobre o tema.
Reunião decisiva e cenário alternativo
Uma reunião crucial para definir o candidato-tampão está agendada para a próxima semana, após o retorno de Cláudio Castro de uma viagem à Europa. Caso Ruas não ocupe a vaga, o cenário ideal para Flávio Bolsonaro seria ter Felipe Curi como candidato. Curi é visto como o único, sem estar na posição de governador, capaz de enfrentar Eduardo Paes (PSD) nas urnas.
Sua imagem de durão, reforçada após megaoperações nos complexos da Penha e do Alemão, se alinharia perfeitamente ao discurso bolsonarista. Apesar de ser bastante cotado, Curi nunca confirmou publicamente se pretende concorrer a algum cargo na eleição.
Foco na segurança pública e desafio à aliança adversária
Ambos os pré-candidatos, Ruas e Curi, são da área de segurança pública, que deverá ser o tema central da campanha no Rio. Essa estratégia visa capitalizar preocupações locais e nacionais sobre violência e ordem, contrastando com a aliança entre Eduardo Paes e o presidente Lula.
Para Flávio Bolsonaro, é fundamental construir um palanque forte no Rio, não apenas para as eleições estaduais, mas também para sua própria campanha presidencial, diante da força combinada de Paes e Lula na região.