Ciro Gomes revela preferência por Aldo Rebelo para Presidência em 2026
Ciro Gomes aponta Aldo Rebelo como favorito para Presidência

O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes, filiado ao PSDB, surpreendeu ao revelar publicamente seu candidato favorito para a Presidência da República nas eleições de 2026. Durante um evento político em Juazeiro do Norte, no último sábado, 7 de fevereiro, ele nomeou Aldo Rebelo como sua preferência, criticando ao mesmo tempo o cenário nacional polarizado entre Lula e Bolsonaro, que classificou como apodrecido.

Declaração polêmica em evento no Ceará

Em discurso direto, Ciro Gomes afirmou: Votar para presidente, ele gosta do Bolsonaro, o outro gosta do Lula, é perfeitamente possível. Eu gosto mesmo é do Aldo Rebelo. Ele destacou que Rebelo, ex-deputado federal por São Paulo e atual pré-candidato pelo partido Democracia Cristã, é pouco conhecido pelo público, mas tem seu apoio. Rebelo, que presidiu a Câmara dos Deputados, costuma pontuar menos de 1% nas pesquisas de intenção de voto, representando uma legenda de direita conservadora.

Críticas ao sistema político brasileiro

Ciro Gomes foi além da simples indicação, lançando duras críticas ao atual estado da política nacional. Ele argumentou que a discussão pública está focada excessivamente na polarização entre Lula e Bolsonaro, ignorando problemas locais e estruturais. Ninguém quer discutir o problema do Bebeto do Choró, nem a esculhambação das facções e nem o pavor, é Lula ou Bolsonaro: aí, a gente entra pelo cano, declarou.

O ex-governador também atacou aspectos do sistema, mencionando 63 bilhões de reais em emendas, judiciário corrompido — ou pelo menos parte importante. Ele expressou descrença na capacidade de mudança sem reformas profundas, mas mostrou otimismo em relação ao Ceará, afirmando: Mas aqui, a gente dá jeito!

Articulações políticas complexas

Enquanto revela sua preferência presidencial, Ciro Gomes continua sendo o principal nome cotado para liderar a oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará. Sua filiação ao PSDB no final de 2025 e acenos à direita indicam uma estratégia de ampla base, com apoio inicial do PL e de Flávio Bolsonaro. No entanto, as negociações enfrentam obstáculos, incluindo um racha iniciado por Michelle Bolsonaro (PL), que paralisou parte das articulações.

Futuro incerto nas alianças

Apesar das conversas com setores bolsonaristas, Ciro Gomes já sinalizou que pode não abrir palanque para Flávio Bolsonaro no Ceará, evidenciando as complexidades e tensões dentro da oposição. Sua declaração sobre Aldo Rebelo, uma figura menos convencional, reforça sua postura crítica e independente, buscando diferenciar-se dos polos dominantes da política brasileira.

Essa movimentação ocorre em um contexto eleitoral aquecido, onde o ex-governador tenta consolidar uma alternativa viável tanto no cenário estadual quanto nacional, enfrentando desafios de articulação e visibilidade.