Rússia anuncia cessar-fogo unilateral; Ucrânia adianta trégua para 7 de maio
Rússia anuncia cessar-fogo unilateral; Ucrânia adianta trégua

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo na Ucrânia, Volodymyr Zelensky, protagonizam novos desdobramentos no conflito que completa mais de dois anos. Nesta segunda-feira, 4 de maio, a Rússia anunciou unilateralmente um cessar-fogo na guerra com a Ucrânia, programado para ocorrer entre os dias 8 e 9 de maio, período em que Moscou celebra o Dia da Vitória da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Anúncio russo e ameaças

Em comunicado divulgado no aplicativo de mensagens estatal MAX, o Ministério da Defesa russo advertiu as forças ucranianas a respeitarem a pausa no conflito, iniciado em fevereiro de 2022. A pasta alertou que, em caso de violação, haverá um “ataque retaliatório maciço com mísseis contra o centro de Kiev”. A declaração ainda orientou a população civil e funcionários de missões diplomáticas estrangeiras a deixarem a capital ucraniana imediatamente.

Resposta ucraniana

Em paralelo, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou que seu país implementará um cessar-fogo próprio, com início em 5 de maio. Em publicação no X (antigo Twitter), Zelensky afirmou que “é hora de os líderes russos tomarem medidas concretas para pôr fim à guerra, especialmente porque o Ministério da Defesa da Rússia acredita que não pode realizar um desfile em Moscou sem a boa vontade da Ucrânia”.

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Contexto de ataques e negociações

Na semana passada, o Ministério da Defesa russo informou que não haverá equipamentos militares no desfile anual, devido a temores de ataques de longo alcance por drones ucranianos. Enquanto isso, os bombardeios continuam no campo de batalha. Um ataque com mísseis russos matou sete pessoas em uma cidade no leste da Ucrânia, e outro deixou duas mortas em uma vila no sul do país, segundo o governo ucraniano. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

Sem um acordo de paz no horizonte, a Rússia disparou um número recorde de 6.583 drones contra a Ucrânia em abril, conforme análise da agência AFP com dados da Força Aérea de Kiev. Esse número representa um aumento de 2% em relação a março, que já havia superado recordes anteriores. As forças ucranianas conseguiram abater 88% de todos os drones e mísseis disparados. A onda de ataques coincide com uma pausa nas negociações mediadas pelos EUA para o fim do conflito e com um aumento significativo de ataques diurnos por parte de Moscou, que antes eram realizados quase exclusivamente de madrugada.

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