Petróleo cai abaixo de US$ 100 com expectativa de acordo entre EUA e Irã
Petróleo cai abaixo de US$ 100 com acordo EUA-Irã

O preço do petróleo voltou a cair nesta quinta-feira (7), chegando a ser negociado a US$ 96,10, uma queda de 5,10% em relação ao fechamento do dia anterior. O movimento ocorre em meio à expectativa de uma resolução para a guerra no Oriente Médio.

Brent e WTI: comportamento dos contratos

O barril do tipo Brent, referência mundial, iniciou o dia cotado a US$ 102,53, ainda nos três dígitos, mas rapidamente passou a se desvalorizar, retornando para abaixo de US$ 100 por volta das 4h. Por volta das 13h30, o contrato de julho estava em US$ 100,11, uma perda de 1,12%. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), utilizado nos Estados Unidos, era negociado a US$ 95,42 para o contrato de junho, com valorização de 0,29%, tendo chegado a ser vendido a US$ 89,88.

Negociações entre EUA e Irã

Os investidores aguardam as negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que, segundo mediadores do Paquistão ouvidos pela agência Reuters, estariam próximos de um acordo. O pacto teria três pontos principais: o fim formal da guerra, o desbloqueio do estreito de Hormuz e a abertura de uma janela de 30 dias para negociações sobre um acordo mais amplo. A expectativa de um tratado mais amplo é considerada pouco provável, e a intenção imediata é retomar a navegação pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, para evitar uma crise ainda maior no preço da energia.

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Antes do conflito, o petróleo era cotado a US$ 72, e desde então acumulou uma alta de mais de 50%.

Posições de Trump e do Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, que tem alternado entre afirmar que o acordo está próximo e ameaçar atacar o Irã caso não aceite as condições norte-americanas, declarou que o acordo está próximo. "Eles querem fazer um acordo... é muito possível", afirmou nesta quarta-feira, acrescentando mais tarde que "isso acabará rapidamente".

O governo de Israel afirmou não ter tido conhecimento do memorando negociado entre EUA e Irã e retomou os ataques ao Líbano na quarta-feira. Nesta quinta, o país anunciou a morte de um comandante do Hezbollah em um ataque aéreo em Beirute, após um cessar-fogo que durou até o fim de abril.

O regime iraniano tratou a proposta negociada como "mais uma lista de desejos do que uma realidade", segundo Ebrahim Rezaei, porta-voz do comitê de política externa e segurança nacional do Parlamento iraniano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que Teerã responderá no devido tempo.

Reação dos mercados financeiros

Os mercados financeiros tiveram comportamentos distintos com as últimas informações sobre o conflito no Irã. As principais Bolsas da Europa fecharam em queda nesta quinta-feira, enquanto as da Ásia subiram.

O índice CSI300, que reúne as principais empresas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,48%, assim como o SSEC, em Xangai. A Bolsa de Tóquio disparou 5,58%, após três dias fechada, e o movimento foi seguido em Hong Kong (1,57%), Seul (1,43%) e Taiwan (1,93%).

Na Europa, o índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, fechou em queda de 1,1%, refletindo o mesmo desempenho em Frankfurt (-0,99%), Londres (-1,55%), Paris (-1,17%), Madri (-0,29%) e Milão (-0,82%).

Nos Estados Unidos, também houve venda maior de ações, com os três principais índices caindo às 13h58: Nasdaq (-0,14%), Dow Jones (-0,56%) e S&P 500 (-0,33%).

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