Parente de brasileiros mortos em ataque de Israel no Líbano relata dor e destruição
Parente de brasileiros mortos em ataque de Israel no Líbano relata dor

Um parente dos brasileiros mortos por um ataque israelense no Líbano, identificado como Nader, afirmou nesta terça-feira, 28, que o bombardeio "quebrou a casa inteira de três andares". "Agora não tem casa, não tem terra, não tem nada. A família desapareceu", afirmou ele em entrevista à GloboNews.

O ataque e as vítimas

Nader é parente do menino de 11 anos e de uma mulher, ambos brasileiros, que foram mortos por um bombardeio de Israel no sul do Líbano. As mortes dos dois, que não foram identificados mas eram mãe e filho, foram confirmadas pelo Itamaraty na segunda-feira. O pai da família, um libanês, e uma etiopiana que era diarista da casa também foram mortos no ataque, segundo a emissora.

Relato de dor e medo

"Nós vivíamos no Brasil em paz, nunca aconteceu nada com a gente enquanto vivemos nessa terra boa, de família, de um povo que gosta de povo. Não é igual aqui (no Líbano)", relatou Nader. "Nós, todo dia, a gente dorme com medo, acorda com medo. E não sei, hoje falo com um amigo vivo, amanhã falo com ele, está morto por causa de bombardeiro", acrescentou ele, falando sobre as violações do cessar-fogo feitas por Israel na guerra contra a milícia libanesa Hezbollah, aliada do Irã.

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Cessar-fogo violado

Ambos os lados trocam acusações de quebra do acordo selado por mediação dos Estados Unidos na última quinta-feira, 23, entre os governos israelense e libanês — o Hezbollah, porém, não aderiu. A trégua foi prorrogada por três semanas, após seis semanas de guerra durante as quais Israel também invadiu o sul do país. As tropas israelenses operam dentro de uma "linha amarela" anunciada por Israel, que delimita uma faixa de território libanês com cerca de 10 quilômetros de largura ao longo da fronteira, onde os moradores foram avisados para não retornarem. Nader chamou o cessar-fogo de "mentiroso".

Circunstâncias da tragédia

Segundo o parente, a família não morava mais na casa bombardeada, mas foram até o local durante a trégua para retirar alguns pertences e "trocar as roupas de verão por outras de inverno" quando um ataque atingiu a casa. Ao todo, mais de 2.400 pessoas foram mortas no Líbano desde 2 de março, quando Israel lançou sua ofensiva e subsequente invasão ao sul do país. Outras 1 milhão foram obrigadas a deixar suas casas. O Líbano foi arrastado para guerra após ataques do Hezbollah, apoiado pelo Irã, em represália às operações de Estados Unidos e Israel em território iraniano e à morte do líder supremo Ali Khamenei, em 28 de fevereiro.

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