Macron pressiona por reabertura do Estreito de Ormuz e alerta para crise energética
Macron pressiona reabertura do Estreito de Ormuz por crise energética

O presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou neste sábado (25) que está focado em esforços para reabrir o Estreito de Ormuz, um dia após o chefe da TotalEnergies alertar que a continuidade da guerra envolvendo o Irã pode levar o mundo a uma escassez de energia nos próximos meses. Macron participou de uma conferência em Atenas ao lado do primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis. Durante o evento, ambos destacaram que o pânico gerado pela incerteza geopolítica pode, por si só, desencadear uma crise de abastecimento.

Reabertura total do estreito

“Nosso objetivo é alcançar uma reabertura completa nos próximos dias e semanas, em conformidade com o direito internacional, garantindo a liberdade de navegação sem pedágio no Estreito de Ormuz. Assim, as coisas poderão gradualmente voltar ao normal”, afirmou o presidente francês. O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, já havia pressionado na sexta-feira (24) pela reabertura da rota.

Impacto no comércio global

A circulação pelo estreito, uma das principais vias de transporte global de petróleo, gás e outras mercadorias, como fertilizantes e produtos farmacêuticos, foi afetada pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Entre os fatores de tensão estão a apreensão de navios porta-contêineres por forças iranianas e o bloqueio de portos iranianos pelos EUA.

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Alerta de escassez

“Se isso durar mais dois ou três meses, entraremos em um mundo de escassez de energia, como os países asiáticos já sofreram”, afirmou Pouyanné durante a Conferência Mundial de Políticas, realizada em Chantilly, nos arredores de Paris. “Não se pode ter 20% do petróleo e gás do planeta inacessíveis sem consequências graves.”

Macron também ressaltou o impacto global da crise, afirmando que os países estão sendo arrastados por uma dinâmica que foge ao controle. “Estamos todos no mesmo barco — e não foi uma escolha estar nele. Somos vítimas da geopolítica e dessa guerra que começou meses atrás”, declarou.

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