O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) divulgou um relatório indicando que a guerra no Irã pode ter sido uma das motivações para a tentativa de assassinato do presidente Donald Trump, ocorrida em abril durante um jantar com jornalistas na Casa Branca. As informações foram publicadas pela agência Reuters nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026.
Relatório aponta insatisfação com conflito
Produzido pelo Escritório de Inteligência e Análise do DHS, o documento de 27 de abril revela que o suspeito, Cole Allen, possuía múltiplas queixas sociais e políticas relacionadas à gestão Trump. A análise das redes sociais de Allen mostrou diversas postagens criticando as ações americanas na guerra, levando os investigadores a concluir que o confronto pode ter contribuído para sua decisão de realizar o ataque.
O relatório foi distribuído para agências policiais estaduais e outras entidades federais após o incidente no final de abril. A Reuters obteve o documento por meio de pedidos de acesso à informação feitos pela ONG Property for the People.
Silêncio oficial e investigação do FBI
As autoridades americanas mantêm-se oficialmente em silêncio sobre a motivação do suspeito. Um alto funcionário do FBI, sob condição de anonimato, afirmou que a agência examinou detalhadamente as redes sociais de Allen e identificou uma série de postagens anti-Trump em uma conta na rede social BlueSky, nas semanas que antecederam o tiroteio. Além das críticas às ações no Irã, as publicações também atacavam as políticas migratórias de Trump, o empresário Elon Musk e a guerra na Ucrânia.
Detalhes do ataque
Cole Allen, engenheiro mecânico formado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, de 31 anos, tentou invadir o tradicional jantar entre Trump e jornalistas no Washington Hilton Hotel, em 25 de abril. Ele confrontou agentes do Serviço Secreto, forçando a retirada do presidente do evento às pressas.
Um manifesto escrito por Allen e enviado a seus familiares foi divulgado posteriormente. Nele, o suspeito afirmava ter o objetivo de matar autoridades do governo Trump e declarou que passaria por qualquer pessoa para alcançar seus alvos. Ele também se referiu ao republicano como um pedófilo, estuprador e traidor, e chamou os presentes no evento de cúmplices.
Acusações legais
Na terça-feira, 5 de maio, o Departamento de Justiça dos EUA acrescentou a acusação de agressão a um agente federal contra Allen. Segundo o órgão, ele teria disparado contra um membro do Serviço Secreto em um posto de controle de segurança. O suspeito já responde por tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante crime violento e transporte ilegal de arma de fogo e munição entre estados.



