EUA indiciam governador de Sinaloa por ligação com cartel de drogas
EUA indiciam governador de Sinaloa por narcotráfico

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, 29 de abril, a acusação formal contra o governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha, além de outros funcionários atuais e antigos de sua administração, por suposto envolvimento com o poderoso Cartel de Sinaloa. Segundo as autoridades americanas, Rocha e os demais acusados teriam conspirado com líderes do cartel para importar grandes quantidades de narcóticos para os Estados Unidos, em troca de apoio político e subornos.

Detalhes da acusação

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Rocha foi eleito governador de Sinaloa em 2021 com a ajuda de uma facção do Cartel de Sinaloa liderada pelos filhos de Joaquín “El Chapo” Guzmán, que atualmente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos. Essa facção, conhecida como “Los Chapitos”, teria sequestrado e intimidado rivais políticos de Rocha, garantindo sua vitória eleitoral. Em troca, Rocha teria prometido permitir que o grupo operasse com impunidade em Sinaloa, estado que faz fronteira com os EUA, facilitando a distribuição de drogas em território americano.

Reações e comunicados

O gabinete de Rocha declarou que ainda não havia sido notificado oficialmente das acusações e, portanto, não poderia fornecer mais informações. Em comunicado separado, a embaixada americana no México afirmou: “A corrupção que permite o crime organizado e prejudica nossos dois países será investigada e processada onde quer que a jurisdição dos Estados Unidos se aplique”. Na semana passada, o embaixador Ronald Johnson já havia prometido medidas para combater a corrupção no México.

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Outros acusados

Além do governador, a acusação inclui funcionários atuais e antigos do governo de Sinaloa, bem como o prefeito e um ex-comandante da polícia de Culiacán, a capital do estado. Culiacán tem sido palco de intensa violência relacionada a disputas entre cartéis rivais e ao tráfico de drogas. O Cartel de Sinaloa, no auge, foi responsável por um quarto de todas as drogas que entravam nos Estados Unidos. Atualmente, estima-se que o grupo movimente cerca de US$ 11 bilhões por ano apenas com vendas para o mercado americano.

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