Coreia do Norte remove da Constituição referências à unificação com Sul
Coreia do Norte exclui unificação da Constituição

A Coreia do Norte removeu de sua Constituição todas as menções à unificação com a Coreia do Sul, conforme documento divulgado pelo Ministério da Unificação sul-coreano nesta quarta-feira (6). A ação reflete uma política cada vez mais hostil de Pyongyang em relação a Seul.

Mudanças constitucionais

A cláusula que estabelecia como objetivo norte-coreano 'alcançar a unificação da pátria' não consta na versão mais recente da Carta Magna. A revisão constitucional foi adotada após o líder Kim Jong-un classificar a Coreia do Sul como o 'Estado mais hostil' em discurso sobre política geral em março.

A nova Constituição também inclui uma cláusula delimitando o território norte-coreano, mencionando a fronteira com China e Rússia ao norte e com 'a República da Coreia ao sul'. O texto afirma que a Coreia do Norte 'não permite, de forma alguma, qualquer violação do seu território'.

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Relações bilaterais tensas

O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, de postura conciliadora, propôs negociações sem condições prévias, afirmando que os países estão destinados a 'fazer germinar as flores da paz'. No entanto, Pyongyang não respondeu às propostas e mantém a classificação do Sul como adversário 'mais hostil'.

Kim prometeu reforçar as forças nucleares do país. Em abril, a Coreia do Norte realizou quatro testes de mísseis, o maior número em um único mês em mais de dois anos. Além disso, aproximou-se da Rússia, enviando tropas e projéteis de artilharia para apoiar a invasão da Ucrânia.

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