A comunidade judaica manifestou forte repúdio às declarações do pré-candidato do Partido da Causa Operária (PCO) à Presidência da República, Rui Costa Pimenta, classificando-as como antissemitas e 'lamentáveis'. O presidente do LIDE Direitos Humanos, Fernando Lottenberg, afirmou que as falas representam uma 'nova fase na onda de antissemitismo' no Brasil.
Críticas à declaração
Em nota oficial, Lottenberg destacou que as declarações de Pimenta vão além do antissionismo, negando a própria memória histórica do Holocausto. 'Para aqueles que alegam que não são antissemitas, apenas antissionistas, pode-se ver, pelas declarações do presidente do PCO, que não se trata disso. Agora, o que se nega aos judeus é a própria memória histórica do que aconteceu durante a 2ª Guerra Mundial, quando 6 milhões de judeus foram exterminados pelo regime nazista', afirmou.
Reação da Federação Israelita
O presidente-executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Ricardo Berkiensztat, também se pronunciou, classificando a fala de Pimenta como crime. 'A comunidade judaica lamenta profundamente e chama a declaração de Rui Costa Pimenta de crime. Não podemos tolerar discursos que incitam o ódio e distorcem a história', declarou.
Contexto político
As críticas ocorrem em meio à campanha eleitoral para o Planalto, onde Pimenta busca se posicionar como candidato. A comunidade judaica tem se mostrado vigilante contra manifestações de antissemitismo, especialmente em discursos políticos. Lottenberg alertou que esse tipo de declaração pode alimentar preconceitos e violência contra judeus no país.
O pré-candidato do PCO ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. No entanto, suas falas anteriores já haviam gerado controvérsia, sendo alvo de críticas de entidades de direitos humanos e da comunidade judaica.
Impacto social
Especialistas apontam que o antissemitismo disfarçado de antissionismo tem se tornado uma estratégia comum em discursos políticos radicais. 'É fundamental que a sociedade civil e as instituições democráticas repudiem veementemente qualquer tentativa de relativizar o Holocausto ou de propagar ódio contra judeus', concluiu Lottenberg.



