SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma carta aberta contra a fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery (WBD) já ultrapassou 4.000 assinaturas de profissionais de Hollywood. O número de apoiadores cresceu significativamente após os acionistas da WBD aprovarem a operação em votação realizada ontem.
Publicada inicialmente em 13 de abril com cerca de mil nomes, a carta agora conta com 4.194 signatários. Entre os novos nomes de peso estão Robert De Niro, Sofia Coppola e Pedro Pascal. A lista também inclui Florence Pugh, Edward Norton, Joaquin Phoenix, Ben Stiller, Kristen Stewart, David Fincher, Denis Villeneuve, Jane Fonda, JJ Abrams e Mark Ruffalo.
O grupo é composto por sindicalizados, atores e diretores, com mais de 75 vencedores e indicados ao Oscar. Eles tentam manter a pressão para barrar o negócio, que ainda depende de aval de reguladores nos Estados Unidos e na Europa, além de poder enfrentar ações judiciais.
Argumentos da carta
O texto da carta afirma que a fusão pode concentrar ainda mais o mercado e reduzir a concorrência. “O resultado [da fusão] será menos oportunidades para criadores, menos empregos em toda a cadeia de produção, custos mais altos e menos opções para o público nos Estados Unidos e no mundo”, diz a carta.
Atos públicos e protestos
O grupo também marcou atos públicos nos Estados Unidos no dia da votação. A coalizão organizou um protesto em frente à sede da WBD em Manhattan antes da assembleia e planejou outra manifestação em Washington, D.C., na noite de quinta-feira. O protesto em Washington teria sido convocado para ocorrer do lado de fora de um jantar privado oferecido por David Ellison, CEO da Paramount. O evento homenagearia o presidente Donald Trump e correspondentes da Casa Branca da CBS News.
Organizações envolvidas
A carta é organizada por entidades como o Writers Guild of America (WGA) e grupos de defesa. Também participam a Film Future Coalition, o Democracy Defenders Fund, o comitê de Jane Fonda pela Primeira Emenda e o American Economic Liberties Project.
Apoio político
Parlamentares democratas também entraram na mobilização contra o acordo. A senadora Elizabeth Warren afirmou que a operação ainda pode ser barrada por procuradores-gerais estaduais.



