Pelo menos 17 migrantes perderam a vida e nove continuam desaparecidos depois que a embarcação em que viajavam se partiu e permaneceu à deriva por oito dias no Mar Mediterrâneo. A informação foi divulgada pelo Crescente Vermelho da Líbia e por fontes de segurança líbias na quarta-feira (29).
Operação de resgate e recuperação
O Crescente Vermelho informou, em comunicado oficial, que voluntários, em cooperação com as forças navais e a guarda costeira do Exército Nacional Líbio, conseguiram resgatar sete sobreviventes durante as operações de busca e recuperação realizadas na cidade de Tobruk, localizada no leste da Líbia, próxima à fronteira com o Egito.
Rota perigosa para a Europa
A Líbia continua sendo uma rota de trânsito crucial para migrantes, muitos deles oriundos da África Subsaariana, que arriscam suas vidas ao tentar chegar à Europa atravessando o deserto e o mar. Essas pessoas buscam escapar de conflitos armados, perseguições e da pobreza extrema em seus países de origem.
As fontes de segurança líbias afirmaram que esperam que os corpos dos nove migrantes desaparecidos cheguem à costa nos próximos dias, devido às correntes marítimas. Imagens publicadas nas redes sociais pelo Crescente Vermelho mostram voluntários colocando os corpos em sacos plásticos pretos e transportando-os na carroceria de caminhonetes.
Condenação de traficantes de pessoas
Na terça-feira, o procurador-geral da Líbia anunciou que o Tribunal Criminal de Trípoli condenou quatro membros de uma organização criminosa, baseada em Zuwara, no oeste do país, a penas de até 22 anos de prisão. Eles foram considerados culpados por tráfico de seres humanos, sequestro para resgate e tortura.
Em um caso separado, na segunda-feira, o Ministério Público ordenou a prisão de outra gangue suspeita de enviar migrantes de Tobruk em um barco precário que naufragou, resultando na morte de 38 cidadãos sudaneses, egípcios e etíopes, conforme informou o procurador-geral.
Esses eventos trágicos destacam os riscos extremos enfrentados por migrantes que tentam cruzar o Mediterrâneo e a necessidade de ações mais eficazes para combater o tráfico de pessoas e evitar novas mortes.



