PDT recorre ao STF contra eleição da Mesa da Alerj por voto aberto
PDT no STF questiona eleição da Mesa da Alerj por voto aberto

PDT aciona Supremo Tribunal Federal para contestar eleição da Mesa da Alerj

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a validade da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), realizada no dia 17 de abril. A legenda solicita a anulação do pleito que elegeu o deputado estadual Douglas Ruas, do Partido Liberal (PL), para presidir a Casa.

Argumentos do partido apontam violações constitucionais

Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1319, o PDT alega que a votação ocorreu de forma irregular, utilizando o sistema de voto aberto. Segundo a agremiação, esse método expôs os parlamentares a possíveis pressões e retaliações, prejudicando a liberdade de deliberação e violando princípios constitucionais fundamentais.

O partido sustenta ainda que a eleição foi convocada e realizada em um prazo excessivamente reduzido, logo após a homologação da retotalização dos votos das eleições de 2022, determinada pela Justiça Eleitoral em 14 de abril. A rapidez do processo, combinada com a adoção de regras questionáveis, teria comprometido a legitimidade da escolha.

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Alteração regimental sem devido processo legislativo

Outro ponto crucial levantado pelo PDT é que a alteração do regimento interno da Alerj, que permitiu a votação por voto aberto, não seguiu o devido processo legislativo. A legenda argumenta que o procedimento não pode ser tratado como uma mera matéria interna, pois produz efeitos diretos na organização do poder estadual.

No contexto de dupla vacância no Executivo estadual, a eleição da Mesa Diretora ganha uma relevância ampliada, uma vez que o presidente da Alerj pode assumir o governo do estado. Diante disso, o partido defende que deveria haver um rigor ainda maior na observância das garantias constitucionais durante o processo eleitoral.

Pedido de anulação e consequências políticas

O PDT pede explicitamente a anulação da eleição, com base nas alegações de irregularidades e violações. A ação no STF coloca em xeque não apenas o resultado do pleito, mas também a estabilidade política do Rio de Janeiro, em um momento delicado para a administração estadual.

O caso promete gerar debates intensos sobre os limites da autonomia legislativa e a necessidade de transparência e legalidade nos processos internos das casas parlamentares. A decisão do Supremo Tribunal Federal poderá estabelecer um precedente importante para futuras eleições em assembleias legislativas por todo o país.

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