CPMI do INSS tem reunião crucial com votações de prisões e quebras de sigilo
CPMI do INSS vota prisões e quebras de sigilo em reunião

CPMI do INSS avança com votações cruciais em reunião marcada por investigações profundas

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) segue em ritmo acelerado, mesmo com o adiamento do depoimento de Daniel Vorcaro para 26 de fevereiro. Nesta quinta-feira, a comissão, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), deve realizar uma reunião com votações de alta relevância, focadas em medidas como prisões e quebras de sigilo.

Investigações sobre o Banco Master e irregularidades no crédito consignado

Um dos pontos centrais da pauta é a análise de um pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal direcionado ao Banco Master. Este requerimento, apresentado pelo senador Eduardo Girão e por deputados da bancada do Novo, busca obter informações detalhadas sobre contas, investimentos, bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras pelo banco.

A medida integra uma investigação mais ampla sobre possíveis irregularidades na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas. De acordo com membros da CPMI, mais de 250 mil contratos de empréstimos consignados vinculados ao Banco Master apresentam indícios de problemas, incluindo casos suspeitos de contratação sem a devida autorização dos beneficiários.

Expansão das apurações para conexões com a Viking Participações

Além disso, o colegiado deve apreciar um requerimento que solicita à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informações sobre o histórico de voos e passageiros de aeronaves registradas em nome da empresa Viking Participações, ligada a Vorcaro. O objetivo é apurar possíveis conexões entre a atuação do Banco Master no mercado de consignados e eventuais desvios de recursos, ampliando o escopo das investigações.

Pedidos de prisão preventiva e medidas cautelares

A reunião também inclui a votação de requerimentos que pedem a representação por prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, investigado na Operação Sem Desconto. Na avaliação do deputado Rogério Correia, há risco de interferência nas investigações e possibilidade de fuga, justificando a medida.

Outro pedido a ser votado se refere a medidas cautelares e prisão preventiva de investigados apontados como responsáveis por associações que teriam aplicado descontos indevidos em benefícios previdenciários. Essas ações causaram prejuízos estimados em cerca de 714 milhões de reais, destacando a gravidade dos casos.

Medidas adicionais para garantir a investigação

Há ainda a previsão de apreciação da retenção de passaportes e proibição de saída do país de suspeitos, incluindo nomes como Felipe Macedo Gomes, Américo Monte Júnior, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Marco Aurélio Gomes Júnior. Essas medidas visam assegurar que os investigados não fujam ou obstruam o andamento das apurações.

Com essa agenda carregada, a CPMI do INSS demonstra um compromisso firme em desvendar possíveis irregularidades no sistema previdenciário, reforçando a importância do controle parlamentar em questões de grande impacto social e econômico.