Zelensky anuncia nova reunião trilateral entre Ucrânia, Rússia e EUA para fim da guerra
Nova reunião trilateral Ucrânia-Rússia-EUA para paz

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou nesta quinta-feira, 5, uma nova reunião trilateral envolvendo delegações da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, com o objetivo de buscar um fim para o conflito que já dura quase quatro anos. As negociações de paz, mediadas por Washington, representam a segunda parte de um processo iniciado em janeiro, marcado por avanços lentos e divergências profundas entre as partes.

Progresso nas consultas trilaterais

Segundo o principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, as discussões seguem os mesmos formatos estabelecidos anteriormente, incluindo consultas trilaterais, trabalho em grupo e maior sincronização de posições. O ministro russo Kirill Dmitriev afirmou que houve progresso no acordo, embora autoridades tenham divulgado poucos detalhes concretos sobre as conversas realizadas na semana passada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Pressão americana e divergências territoriais

O governo ucraniano enfrenta pressão significativa dos Estados Unidos para aceitar um acordo que possa interromper a guerra. No entanto, Moscou e Kiev mantêm posições diametralmente opostas sobre os termos, especialmente em relação às áreas ocupadas pelas forças russas. Uma questão central é se a Rússia deve manter ou se retirar do Donbas, região industrial do leste da Ucrânia, além de outras exigências do Kremlin, como a concessão do território de Donetsk e a rejeição ucraniana à Otan.

Ataques aéreos em meio ao inverno rigoroso

Paralelamente às negociações, a Rússia lançou um ataque maciço na última terça-feira, 3, com cerca de 450 drones e 70 mísseis, segundo o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha. O prefeito de Kiev relatou que 1.170 prédios residenciais na capital ficaram sem aquecimento, exacerbando a crise humanitária durante um dos invernos mais frios dos últimos anos.

Declarações de Zelensky e Trump

Em publicação no X, Zelensky criticou a prioridade russa, afirmando que "aproveitar os dias mais frios do inverno para aterrorizar as pessoas é mais importante para a Rússia do que recorrer à diplomacia". Ele reiterou que a Ucrânia está pronta para negociações substantivas visando um fim real e digno da guerra. Do lado americano, o presidente Donald Trump sugeriu que pode haver "boas notícias" nas negociações, destacando o papel mediador de Washington.

O cenário atual combina esforços diplomáticos frágeis com uma escalada militar, criando um ambiente de incerteza enquanto as partes buscam uma solução para um conflito que já causou devastação significativa na Ucrânia.